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Correio Braziliense

Babel no caso Efraim


postado em 24/06/2010 11:02

A investigação sobre funcionários fantasmas no gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB) gerou um efeito torre de babel no Senado. Misturando procedimentos relacionados com a apuração de quebra de decoro e ética com a apuração de indícios criminais, o corregedor Romeu Tuma (PTB-SP), o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e a Polícia do Senado não se entendem sobre o próximo passo a ser dado.

Depois de a Secretaria de Comunicação do Senado informar que Sarney dará a última palavra sobre o encaminhamento do inquérito ao Supremo Tribunal Federal, o próprio presidente afirmou ontem que cabe ao STF decidir se a investigação deve prosseguir. “Se for constatado algum crime, a competência para julgar crime é do Supremo Tribunal Federal. Nós não temos nada que aprovar, a decisão de continuar o inquérito é do Supremo”, disse Sarney.

O corregedor da Casa afirmou que, se o inquérito for encaminhado para o Supremo, “há indicativo que tem que apurar alguma coisa no comportamento do senador” e, se for à Justiça comum, é porque o processo se restringe aos funcionários do gabinete de Efraim. “Ela (a Polícia do Senado) pode e deve enviar direto se houver suspeita de responsabilidade. Tem que até paralisar o inquérito. Não pode dar continuidade se houver dúvida sobre indício de criminalização contra o senador”, afirmou Tuma.

Efraim se recusa a comentar o caso. Ele passou rapidamente pelo plenário da Casa ontem e disse que falará sobre o escândalo na segunda-feira. “A investigação está sendo concluída, não tem nada contra mim, eu vou falar o quê? Quando concluir eu falo. O inquérito será concluído segunda.” (JJ)

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