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Correio Braziliense

Aliados em busca do vice de Osmar Dias

Chapa governista que concorrerá ao Executivo paranaense está quase fechada. Só falta definir quem será o escudeiro de Osmar Dias. Nome virá do PMDB


postado em 01/07/2010 09:02 / atualizado em 01/07/2010 09:47

Mesmo com a confirmação, na terça-feira à noite, de que o senador Osmar Dias (PDT-PR) será candidato ao governo, o imbróglio no Paraná não está totalmente resolvido. Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) concorrerão ao Senado, mas ainda falta a definição do nome para a vaga de vice na chapa, que será indicado pelo PMDB. O partido ganhou o direito de definir o aspirante ao cargo depois que o peemedebista Orlando Pessuti, atual governador, abriu mão da reeleição para que a aliança fosse consolidada.

Até o fechamento desta edição, os três nomes mais fortes para compor a chapa eram os dos deputados federais Reinhold Stephanes, Osmar Serraglio e Rodrigo Loures. Ex-ministro da Agricultura no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Stephanes tem certa vantagem sobre os demais concorrentes devido à exposição na mídia ao chefiar a pasta.

Osmar Dias demorou para confirmar a candidatura porque, na semana passada, foi pego de surpresa com a indicação do irmão, o também senador Álvaro Dias (PSDB-PR), como principal nome para vice na chapa do tucano José Serra, candidato à Presidência da República. Os irmãos, portanto, seriam adversários dentro do próprio estado, fato que não agradava aos dois. Na terça-feira, quando o nome de Álvaro perdeu força com a insistência do Democratas para indicar o vice na chapa tucana que disputará o Palácio do Planalto, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, entrou em cena e bateu o martelo para que Osmar Dias concorresse ao governo do Paraná.

Outros estados
O presidente do PMDB catarinense, Eduardo Pinho Moreira, suspenso pela Executiva Nacional da sigla por desobedecer a orientação do partido e aceitar o convite para ser candidato a vice de Raimundo Colombo (DEM), declarou que vai recorrer para manter a parceria com o Democratas em Santa Catarina. A candidata petista ao governo estadual, senadora Ideli Salvatti, afirmou que está tranquila com a situação. “O ideal era que esse tumulto não existisse, mas não vou desviar o foco e a conversa com o PMDB vai continuar.”

No Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) decidiu que será candidato a deputado federal. Ele tinha planos de concorrer ao governo do estado, especialmente depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a decisão que tornava o político inelegível até 2011. No início da noite de ontem, no entanto, na convenção do PR, ele anunciou que tentará uma vaga na Câmara e que o candidato a governador pelo partido será Fernando Peregrino.

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