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Lula pede empenho dos ministros e diz que é hora da colheita

Na terceira reunião ministerial do ano, realizada nesta terça-feira (10/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou aos ministros a mensagem de que é preciso resolver pendências e acelerar o andamento de ações do governo para que antes do final do mandato ele possa colher tudo aquilo que plantou.

;O presidente começou a reunião dizendo que estamos na época da colheita e ele quer colher exatamente tudo aquilo que ele plantou ao longo desses anos de governo;, disse o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao final da reunião.

Lula disse aos ministros, segundo Padilha, que o governo já tem ações prioritárias e não é hora de inventar novos projetos. A intenção do presidente Lula é acompanhar pessoalmente, e em parceria com a Casa Civil, o monitoramento das obras e projetos em desenvolvimento e cobrar os resultados. ;[O presidente Lula] Quer foco direto e central nas ações de governo até dezembro;, resumiu Padilha.

Entre as ações prioritárias, Lula citou as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as diversas ações do Plano de Desenvolvimento da Educação, o plano de investimentos da Petrobras e o PAC da Ciência e Tecnologia.

O presidente cobrou dos ministros que trabalhem intensamente e que, apesar da popularidade alcançada pelo governo, não se acomodem, a exemplo do que já ocorreu no final do mandato de outros presidentes, disse Padilha.

Apesar das cobranças, Padilha afirmou que Lula avaliou como muito positivo o andamento das ações do governo até agora. ;Ele considera que estamos vencendo a partida, estamos na frente, agora não quer que o time se acomode".

Em outra comparação com o futebol, ainda segundo Padilha, Lula disse que é como os técnicos que quando o time faz um gol não coloca o time na retranca, quer que o time mantenha a atenção na defesa, mas continue no ataque.

De acordo com Padilha, Lula fará ao longo das próximas semanas reuniões para resolver questões em que haja divergências entre ministérios.

Em relação à participação dos ministros em campanhas políticas, o ministro Padilha afirmou que desde que os ministros consigam realizar as duas tarefas mantendo o foco principal nas ações de governo, eles podem conciliar as atividades.