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Estado de Minas

Ministro da Integração foi deixado sozinho na tarefa de justificar repasses


postado em 06/01/2012 07:59

Aliados da presidente Dilma Rousseff estranham o silêncio de Negromonte(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 8/12/11)
Aliados da presidente Dilma Rousseff estranham o silêncio de Negromonte (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 8/12/11)
Aliados da presidente Dilma Rousseff avaliam que, apesar de ter apresentado dados insuficientes para explicar a destinação de recursos para prevenção de enchentes, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, foi deixado sozinho na tarefa de justificar os repasses, embora essa seja uma ação que envolve outros ministérios. Causou estranheza no Palácio do Planalto o silêncio do ministro das Cidades, Mário Negromonte, apresentado pelo próprio Bezerra como o responsável pela maior fatia de verbas — cerca de R$ 11 bilhões — reservada para ações dessa natureza.

Com a corda no pescoço por conta da reforma ministerial, Negromonte teria se calado deixando o desgaste político para ser arcado por Bezerra. O titular das Cidades é criticado pelo seu próprio partido, o PP, que admite que uma das razões para a bancada de parlamentares ter retirado o apoio ao ministro baiano é a baixa execução orçamentária da pasta.

Para interlocutores da presidente, Bezerra está no meio do fogo cruzado político, que tem dois intuitos: fragilizar o PSB na disputa pelo Ministério da Integração Nacional e impor um freio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, considerado por petistas e peemedebistas como alguém que “está crescendo demais de olho em 2014”. Para defender-se, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), publicou ontem mensagens no Twitter negando que seu partido esteja “de olho” na pasta que pertence ao PSB.

PMDB de olho

Mas os socialistas já receberam recados indiretos de que o PMDB pretende retomar o ministério que dirigiu entre 2007 e 2010. “Estamos querendo intrigar o nosso partido com a presidente Dilma Rousseff, mas não vão conseguir”, disse o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Essa análise política, contudo, não isenta o ministro da Integração Nacional das críticas do Planalto. Para o governo, o ministro continua se explicando de forma pouco clara, prejudicado pela omissão de outros setores da Esplanada.

 Tanto que Bezerra foi obrigado a soltar uma nova nota de esclarecimento. Ele negou que Pernambuco tenha sido privilegiado com recursos em 2012, lembrando que outras bancadas também apresentaram emendas ao Orçamento. Justificou que a MP nº 522 não atendeu apenas as regiões Sul e Sudeste, mas outros estados que sofreram com enchentes, desde que os governadores e prefeitos apresentassem projetos consistentes de obras.

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