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Estado de Minas

Vaias à presidente na Copa das Confederações inflam discurso da oposição

Reação da torcida reflete, em parte, a insatisfação de uma parcela da população, mas não garante trunfos para 2014


postado em 17/06/2013 08:13 / atualizado em 17/06/2013 09:44

Vaias para Dilma e Blatter: único momento em que a torcida deu as costas para a Seleção, em Brasília(foto: Luis Tajes/CB/DA Press)
Vaias para Dilma e Blatter: único momento em que a torcida deu as costas para a Seleção, em Brasília (foto: Luis Tajes/CB/DA Press)


As vaias no Mané Garrincha à presidente Dilma Rousseff inflaram ainda mais o discurso oposicionista. Do lado governista, o episódio foi encarado com cautela e como indicador de que é preciso tomar cuidado para evitar tropeços nas urnas daqui a um ano. Na oposição e entre cientistas políticos, a maioria das análises também vai no caminho da prudência, mas há quem tire conclusões definitivas sobre o nível de insatisfação com o governo e suas consequências em 2014.

"Para quem vaiou, o governo não demonstra bom desempenho. Mas é cedo para falar em eleições", afirma Ricardo Caldas, cientista político (foto: Rafael Ohana/CB/DA Press/25/11/9)


Blatter pediu fair play à torcida. Assessores garantem que Dilma não se abalou(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/DA Press)
Blatter pediu fair play à torcida. Assessores garantem que Dilma não se abalou (foto: Ronaldo de Oliveira/CB/DA Press)
“Esse fato específico tem que ser analisado com dimensão especial. Ele mostra que, realmente, os erros do governo passaram a ser percebidos pela população. Foi um sinal de reprovação. Com os problemas se avolumando, a inflação e o risco de redução da taxa de emprego, o resultado será explosivo”, previu o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Ronaldo Caiado (GO), para quem a disputa presidencial vai ao segundo turno em 2014, com “chances reais” de Dilma perder.

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Em tom similar, o líder do MD na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse acreditar que o que ocorreu no último sábado reflete sentimentos de insatisfação e indignação. “As pessoas estão percebendo que o governo tem mais marketing do que ação de políticas (públicas). O que a população sente, ela leva para as urnas”, avaliou Bueno, que também aposta em um desgaste da candidata do PT até 2014.



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