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Estado de Minas

Polícia investiga roubo de R$ 100 mil a assessor de presidente da Câmara

Crime, que ocorreu no último mês, chama a atenção dos investigadores pela quantidade de dinheiro envolvido


postado em 04/07/2013 06:09 / atualizado em 04/07/2013 07:42

Um roubo cinematográfico de R$100 mil — que estavam em uma maleta dentro do carro de um secretário parlamentar do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) — é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Dois homens armados com revólveres interceptaram o carro de Wellington Ferreira da Costa, 53 anos, que trabalha no gabinete de Alves. O crime ocorreu no último dia 13, por volta das 13h30. Wellington passava pela L4 Norte, próximo ao Minas Tênis Clube, quando os assaltantes em um Fiat Strada de cor branca jogaram o carro na frente do Ômega JEB 2812-DF da vítima. Sem conseguir frear, Wellington acabou colidindo com a traseira do outro veículo.

Testemunhas conseguiram anotar a placa: OLX-2564, mas a identificação é de uma motocicleta pertencente a uma moradora de Lagoa da Prata (MG). No Ômega, estavam a mulher do secretário parlamentar e a filha dele. Os criminosos desceram sem encobrir o rosto e se identificaram como policiais civis. Inclusive apresentaram distintivos. Em seguida, revistaram o Ômega e encontraram a maleta com o dinheiro. Levaram ainda um telefone celular, um tablet, documentos pessoais e cartões de crédito de Wellington.

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O celular do secretário parlamentar foi encontrado pela Polícia Civil abandonado em um estacionamento da Universidade de Brasília (UnB). O tablet tinha sido jogado em uma área no Conjunto 6 da QL 10 do Lago Sul. Tanto o Ômega quanto os aparelhos encontrados estão apreendidos e passaram por perícia no Instituto de Criminalística (IC) e de Identificação (II). O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), mas encaminhado 10 dias depois para a Delegacia de Repressão a Furtos (DRF).

Trauma
Em depoimento à polícia, Wellington não forneceu outras características dos autores. A reportagem do Correio tentou contato com ele tanto no telefone residencial quanto no gabinete da Câmara, mas a assessoria de imprensa informou que ele “estava traumatizado” e que não comentaria o caso, nem mesmo a origem do dinheiro e para onde o montante seria levado.

O diretor da PCDF, Jorge Xavier, disse não estar acompanhando as investigações em torno do episódio, mas ressaltou que o roubo chamou a atenção, principalmente pela quantia de dinheiro levada e pelo horário da ocorrência. “Um roubo como esse não é tão comum, principalmente naquela região. Nosso foco é apurar o roubo e as investigações estão caminhando”, assegurou Xavier.

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