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Gurgel diz ficar frustrado por deixar cargo antes das prisões do mensalão

O mandato de Gurgel termina em 15 de agosto, um dia depois que o deverá STF iniciar a apreciação dos recursos apresentados pelos réus da Ação Penal 470



Na avaliação de Gurgel, a vacância no cargo de procurador-geral será ruim para o julgamento dos recursos do mensalão. Ele mostrou-se insatisfeito com o fato de a presidente Dilma Rousseff não ter escolhido seu sucessor, o que levará o cargo a ficar vago por tempo indeterminado, pois, após a indicação, o nome escolhido ainda será submetido a sabatina no Senado antes da nomeação.

;Não há dúvida que é (ruim para o julgamento). O ideal seria que nós tivéssemos a transmissão do cargo já para o colega ou a colega que vai me substituir. Infelizmente, tem demorado muito. Nas três últimas oportunidades pelo menos houve essa interinidade, que é indesejável e não faz bem a instituição;, frisou.

Ele observou, porém, que a Procuradoria-Geral da República não ficará sem representação no Supremo, uma vez que um procurador interino atuará no plenário durante o período de vacância. O substituto será o vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal, que será eleito na próxima terça-feira para ocupar o cargo hoje exercido pela subprocuradora-geral Maria Caetana. ;O colega ou a colega que me substituir sem dúvida conduzirá da melhor forma ou até melhor do que eu fiz esse trabalho, que é tão importante.;