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Estado de Minas

Piloto de helicóptero apreendido com cocaína envolve filho de senador

Condutor do helicóptero apreendido com 443kg de cocaína afirma que Gustavo Perrella, filho do senador Zezé Perrella, autorizou o voo e pede quebra de sigilo telefônico. Parlamentar nega


postado em 27/11/2013 06:01 / atualizado em 27/11/2013 08:16

Aeronave pertence a empresa Limeira Agropecuária Ltda, da família do senador Zezé Perrella (D) e seu filho Gustavo(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 7/12/09)
Aeronave pertence a empresa Limeira Agropecuária Ltda, da família do senador Zezé Perrella (D) e seu filho Gustavo (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 7/12/09)

Belo Horizonte - O advogado contratado pela família do piloto Rogério Almeida Antunes, 36 anos, preso em flagrante na cidade de Afonso Cláudio, na divisa de Minas Gerais com Espírito Santo, transportando 443 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária Ltda, empresa da família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), contestou as informações de que ele teria agido sem autorização dos patrões. Segundo Nicácio Pedro Tiradentes, o deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade) — filho do senador e um dos donos da empresa, ao lado da irmã e de um primo — autorizou o voo.

Ele pedirá a quebra do sigilo telefônico do piloto para tentar provar que, antes de decolar no domingo, ele fez duas ligações para o parlamentar. O advogado garante que Rogério não sabia que transportava drogas e foi informado pelo copiloto, Alexandre José de Oliveira Júnior, 26 anos, que o carregamento era insumo agrícola.

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De acordo com Nicácio, o piloto é homem de confiança da família Perrella, tanto que estava lotado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, por indicação de Gustavo Perrella. A Polícia Federal expedirá cartas precatórias para que o deputado seja ouvido no inquérito. A carga foi avaliada em cerca de R$ 50 milhões.

O advogado conta que o piloto foi informado pelo copiloto de que levaria a carga para uma propriedade da família Perrella, no Espírito Santo, e, antes de voar, pediu autorização para fazer o frete. Nicácio foi contratado pelo pai do piloto, o empresário Osmar Alves Antunes, dono desde 1998 de uma firma de produtos agropecuários em Campinas, interior de São Paulo. “Ele (Rogério) tinha autorização do patrão para fazer esse frete. Tenho como provar que ele falou com o deputado duas vezes antes de viajar”, informou disse o advogado. Nicácio entrará hoje com um pedido de liberação do piloto. “Por que o deputado não assumiu que autorizou o voo?”, questionou.

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