Paulo de Tarso Lyra
postado em 09/01/2014 07:02
Com a reforma ministerial concentrada na cabeça da presidente Dilma Rousseff, a temporada de especulações e apresentações de nomes, muitas vezes com o intuito de ;fritar; companheiros, aumenta a cada dia em Brasília. De malas prontas para a Casa Civil, no fim deste mês, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disputa com setores do PT a primazia de indicar o nome do próprio sucessor. Ele defende a nomeação do atual secretário executivo da pasta, José Henrique Paim, para sucedê-lo. Petistas apoiam Marta Suplicy, atual ministra da Cultura, sob o argumento de que ela teria mais peso político para ocupar uma pasta importante.
Mais do que isso. A ascensão de Marta seria importante, na avaliação de alguns militantes paulistas, para azeitar o PT em São Paulo, uma vez que ainda teria prestígio junto à militância e poderia dar um upgrade na campanha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que conta com um nível de conhecimento baixo no eleitorado e que sofre com a baixa popularidade do prefeito da capital, Fernando Haddad.
Embora discretamente, Marta não tem desestimulado a campanha a seu favor. Ela sabe que ainda tem peso eleitoral no partido, mas que precisa do discurso dos correligionários, uma vez que, no Palácio do Planalto, a opção por ela não seja a primeira na lista de escolhas da presidente. Desde que chegou à primeira vez ao Executivo federal, ainda durante o governo Lula, Marta sempre deixou implícito que ambicionava pastas mais estratégicas ou com orçamentos mais robustos, como a própria Educação ou o Ministério das Cidades.
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