Jornal Correio Braziliense

Politica

Após fim das buscas, Defesa Civil avalia casas e prédios atingidos por jato

Após análise do IML, a previsão é que os corpos sejam liberados para as famílias



A busca do Corpo de Bombeiros pelos restos mortais das sete vítimas da tragédia em Santos, no litoral paulista, terminou pouco depois do meio-dia. Desde o começo da manhã desta quinta-feira (14/8), equipes de resgate trabalhavam no local do acidente, no bairro Boqueirão. Segundo o capitão Marcos Palungo, todos os restos mortais já foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo para análise. Após este processo, os corpos devem ser liberados para as famílias providenciarem os enterros.

[SAIBAMAIS]O Corpo de Bombeiros ainda está no local buscando mais pedaços da aeronave e fazendo uma última varredura. A previsão é que a Defesa Civil avalie as casas e prédios atingidos pela aeronave para autorizar ou não o retorno das famílias. Nesta tarde deve ser iniciada a retirada dos escombros.

Durante a madrugada, bombeiros encontraram pedaços da cabine da aeronave. Eles acreditavam que encontrariam a cabine inteira, enterrada, mas não foi localizada nenhuma grande peça, só pequenos fragmentos. O impacto do acidente acabou desintegrando o avião inteiro junto com os passageiros.

O jato que levava Campos caiu em uma área residencial em Santos, cercada por escolas e creches. Na queda, o avião atingiu parte de uma academia e caiu sobre os muros de três casas. Mas, no total, oito imóveis foram atingidos. A aeronave caiu entre 9h e 10h. Chovia no momento do acidente. O avião decolou às 9h20 do Aeroporto Santos Dumont e seguia rumo ao aeroporto de Guarujá. Campos desembarcaria em Santos com seus assessores para cumprir compromissos de campanha.

O acidente

Por volta das 9h20, Campos, os pilotos e a equipe de campanha decolaram do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, segundo a Aeronáutica. O presidenciável planejava ir à Baixada Santista para se encontrar com eleitores e cumprir a agenda de compromissos de campanha. O tempo estava fechado e chuvoso no momento em que a aeronave se aproximava da base aérea. O piloto tentou pousar, mas arremeteu caindo logo depois, entre 9h50 e 10h. Segundo nota divulgada pela Aeronáutica, o procedimento foi adotado por causa do mau tempo e, em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

Em uma comunicação com o controlador da Base Aérea, o piloto da aeronave, Marcos Martins, demonstrou bastante tranquilidade ao informar que teria de desistir do procedimento de pouso. ;Controle de São Paulo, quem tá falando é o Alfa-Fox-Alfa, vai fazer a ECO UNO da pista 35, vai fazer o bloqueio de Santos e o rebloqueio, ok?;, disse Martins, sereno, em linguagem técnica da aviação. A Aeronáutica confirmou que, no momento em que o piloto tentou pousar, a Base Aérea de Santos operava por instrumentos.

Investigação

As causas do acidente serão conhecidas somente após a análise das informações contidas na caixa-preta, trabalho que será realizado por especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília. O jato Cessna 560XL PR-AFA, caiu em uma área residencial de Santos (SP) cercada por escolas e creches. Na queda, atingiu parte da Academia de Ginástica Mahatma e destruiu pelo menos oito casas do bairro nobre Boqueirão. Os sete ocupantes do avião morreram na hora e 11 pessoas ficaram feridas. Um bebê de 1 ano e meio, que estava internado desde ontem recebeu alta hoje.

Com informações de Felipe Seffrin