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Estado de Minas

Presidenciáveis dão destaque ao escândalo da Petrobras em discursos

No Congresso, oposição espera que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa colabore com as investigações


postado em 16/09/2014 06:01 / atualizado em 16/09/2014 08:42

Costa: governistas tentam definir estratégia de atuação na CPI(foto: Valter Campanato/Abr - 4/12/07)
Costa: governistas tentam definir estratégia de atuação na CPI (foto: Valter Campanato/Abr - 4/12/07)


A dois dias do depoimento do homem-bomba Paulo Roberto Costa na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI ) da Petrobras, os três principais candidatos ao Palácio do Planalto — Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) — voltaram a mencionar os escândalos que assolam a principal empresa do país. Os dois candidatos de oposição acusaram o governo de destruir a estatal, enquanto Dilma diz que tudo está sendo investigado e nenhum órgão está imune aos malfeitos. Para complicar ainda mais o meio-campo, o líder do MST, Pedro Stédile, prometeu, em evento ao lado do ex-presidente Lula na frente da Petrobras, no Rio, uma onda de invasões de fazendas caso Marina seja eleita.

Enquanto os presidenciáveis se digladiam, oposicionistas e governistas aguardam tensos o depoimento de Paulo Roberto, marcado para amanhã. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, deve se reunir hoje com integrantes da CPI mista para definir a estratégia de atuação caso Paulo Roberto resolva de fato dizer o que sabe sobre as denúncias de corrupção na Petrobras. “Está todo mundo angustiado, porque ninguém sabe, ao certo, o que ele falou ao Ministério Público e o que ele poderá falar diante dos deputados e senadores”, disse um aliado da presidente Dilma. Ele também tem direito a ficar calado.

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Até o momento, todas as expectativas governistas acabaram frustradas. O Planalto, que respirou aliviado porque não surgiram novas denúncias de Paulo Roberto ao longo do fim de semana, torcia para que a Justiça não permitisse a ida do ex-diretor à CPI. Mas a autorização foi concedida pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Fernando Moro. Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) já tinha dito que não cabe ao Judiciário interferir nas convocações de suspeitos e testemunhas em comissões de inquérito. Em despacho assinado ontem, Moro afirma que Paulo Roberto precisará ser escoltado pela Polícia Federal, se possível até dentro do Congresso. Mas o juiz afirmou que “deve ser evitada a utilização de algemas na apresentação” do réu porque ele não é acusado de crimes violentos.

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