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Estado de Minas

STF nega ao PT o acesso à delação premiada do doleiro Alberto Youssef

O pedido foi feito na antevéspera do segundo turno, depois que vazaram declarações do réu segundo as quais a presidente reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento dos esquemas de corrupção na Petrobras


postado em 31/10/2014 07:00 / atualizado em 30/10/2014 22:53

Youssef está preso desde março e decidiu colaborar com a Justiça em troca de penas menores(foto: Google/Reprodução)
Youssef está preso desde março e decidiu colaborar com a Justiça em troca de penas menores (foto: Google/Reprodução)

O ministro relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, negou ao PT o acesso à delação premiada do doleiro Alberto Youssef. O pedido foi feito na antevéspera do segundo turno, depois que vazaram declarações do réu segundo as quais a presidente reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento dos esquemas de corrupção na Petrobras. O pedido dos petistas para apurar o vazamento das informações não foi analisado ainda.

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O advogado de Youssef, Antônio Figueiredo Basto, disse ao Correio que também apura o repasse das informações sigilosas e negou que houvesse orientado o cliente a retificar o depoimento depois, para que o doleiro dissesse apenas que Lula não teria como ignorar o esquema pelo tamanho dele. “Isso é mentira”, afirmou. De acordo com Basto, o último depoimento do doleiro foi tomado na terça-feira da semana passada e nem sequer poderia ter existido alguma mudança de declarações. Fontes da Polícia Federal confirmaram à reportagem problemas para se tomar novos depoimentos de Youssef. Ele ainda não foi interrogado novamente desde que saiu de um hospital em Curitiba após ter queda de pressão no sábado. Basto diz que “há interesses muito conflitantes nesse processo, políticos e econômicos, que tentam anular a colaboração de Youssef”.

O doleiro será julgado pelo juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro, como “acusado colaborador”, apesar de a delação premiada não ter sido homologada ainda. Segundo o advogado, a garantia foi dada pelo próprio magistrado no depoimento público prestado em 8 de outubro. Com isso, a defesa espera uma pena menor para o doleiro.

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