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Estado de Minas

Ministro manda PF investigar delegados que criticaram PT nas eleições

José Eduardo Cardozo justificou a mordaça por não ser %u201Cadmissível a partidarização das investigações%u201D


postado em 14/11/2014 09:27 / atualizado em 14/11/2014 10:24

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Cardozo disse que quem "preside uma investigação deve agir com imparcialidade" (foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou ontem que a Polícia Federal abra investigação sobre o uso de redes sociais por delegados envolvidos na Operação Lava-Jato para atacar o PT e defender o voto em Aécio Neves (PSDB) durante as eleições presidenciais. Cardozo justificou a mordaça por não ser “admissível a partidarização das investigações”. Entre os alvos da Lava-Jato, está o suposto pagamento de propina a políticos do PT por construtoras com contratos na Petrobras. A ordem do petista causou mal-estar entre os delegados da PF, que já se irritaram com o ministro em outras situações.

“Devemos ter uma peça para verificar a conduta que foi adotada no caso. Se a conduta legal foi respeitada, se não houve crença do delegado passada para a investigação, se a investigação não foi partidarizada, não há, obviamente, o que se falar. Caso contrário, medidas têm que ser tomadas para que a investigação tenha seu curso legal”, disse Cardozo, ao detalhar prazos para a apuração. O ministro disse que todos têm direito à liberdade de “manifestação”, mas quem “preside uma investigação deve agir com imparcialidade”.

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Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo mostrou ontem que delegados ligados à Lava-Jato demonstraram as preferências partidárias em perfis fechados — aos quais só amigos têm acesso — em uma rede social. Em uma das postagens, feitas durante a campanha presidencial deste ano, um delegado diz que Aécio “é o cara”. Outro delegado divulga reportagem em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compara o PT a Jesus Cristo. “Alguém segura essa anta, por favor”, comentou o profissional sobre a notícia.

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