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Estado de Minas

Perfil: Nova ministra Kátia Abreu é uma das pessoas mais próximas de Dilma

Futura titular da Agricultura é amiga e consultora de beleza da presidente


postado em 30/11/2014 08:06

Kátia Abreu se aproximou de Dilma Rouseff nas eleições de 2010
Kátia Abreu se aproximou de Dilma Rouseff nas eleições de 2010
 

“Presidente, estou aqui descumprindo ordem médica, mas precisava vir para apresentar as demandas do setor.” Foram estas as palavras ditas pela senadora Kátia Abreu (TO), recém-operada e, à época, ainda filiada ao PSD, na primeira audiência das duas no Palácio do Planalto. Para Dilma, que descobriu, em plena corrida eleitoral, um câncer no sistema linfático, deparar-se com uma mulher que, como ela, não deixa de trabalhar apesar dos problemas de saúde, era a senha que faltava para transformar a futura ministra da Agricultura em uma das pessoas mais próximas a ela no restrito círculo do poder de Brasília.

Por coincidência, foi justamente nas eleições de 2010, quando Dilma retirou um tumor de 2,5cm da axila direita e passou quatro meses fazendo quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, que ocorreu o primeiro contato entre ambas. Kátia, filiada ao DEM, relatora do projeto que derrubou a CPMF no Senado e que, até hoje, é apontada como a maior derrota do governo Lula, escreveu uma longa carta desejando “força” para Dilma. “Ela disse para a presidente ter coragem e fé para enfrentar a doença. E acrescentou que a saúde dela era muito importante para assegurar a presença feminina na política”, lembra uma amiga da senadora de Tocantins.

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Até então, o contato entre ambas era zero. Aliados afirmam que a carta não tinha interesses políticos, apenas uma demonstração de solidariedade. Kátia fez campanha para José Serra em 2010 e não poderia, abertamente, apoiar a candidata do PT. Mas, ao término do segundo turno, ela debruçou-se sobre o mapa eleitoral feito pelos analistas políticos da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e afirmou: “A presidente terá de nos procurar para buscar o apoio nos locais onde ela não tem”.

Na verdade, Kátia, de longe, observava os passos da presidente desde a metade do primeiro mandato de Lula. Ainda que de forma oblíqua. A ruralista percebia os embates da chefe da Casa Civil com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva — essa sim, considerada adversária ferrenha. “Kátia sabia que precisava de uma aliada forte. Marina, além de empedernida, era protegida de Antonio Palocci”, recorda uma aliada da presidente da CNA.

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