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Eduardo Cunha pretende lançar candidatura à Presidência da Câmara

"Não estou aqui para ser candidato-amigo de ninguém", afirmou o líder do PMDB

Às vésperas de ser lançado oficialmente pelo PMDB à disputa da Presidência da Câmara, mas já com ares de líder eleito, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conta ao Correio sobre o apoio que construiu ao longo dos três mandatos na Casa e de como pretende enfrentar o conturbado ano, que promete mais revelações e denúncias sobre o escândalo de corrupção que sangra a Petrobras.

Nem base nem oposição, o economista se define como candidato do parlamento, critica os meandros da área econômica do governo para disfarçar os números do superavit primário, mas defende o reajuste salarial dos parlamentares. ;E desde quando o salário de deputado é o fator de componente ajuste fiscal? Será que nós não temos outros coisas que são muito mais graves que foram ou podem ter sido feitas que vêm impactando as contas públicas?;, pergunta. Amanhã, o líder do PMDB se oficializa candidato à comandar a Mesa Diretora da Câmara nos próximos dois anos.



Novas revelações da Operação Lava-Jato devem deixar o cenário político mais conturbado no ano que vem. Como espera lidar com isso?
Não tenho que trabalhar com isso. Em primeiro lugar, com a eleição da Câmara, só se aparecer algum candidato que tenha algum envolvimento com isso porque eu não tenho. Em segundo, eu acho que essas coisas têm de ser tratadas conforme o Regimento e a Constituição, com naturalidade. Não vou dizer que vai ter cassação, que vai ter crise institucional, até porque a Casa tem um rito. E, mesmo que existam denúncias, vários parlamentares respondem a processos no Supremo, mas nem por isso estão sendo denunciados a quebra de decoro parlamentar. A Casa é política. A representação, se existir, vai ter que tramitar. Se ela não existir, não vai tramitar.

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