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Estado de Minas

PMDB passa o PT e volta a ser a maior bancada da Câmara dos Deputados

Partido ganha maior poder de barganha com o Palácio do Planalto, já que pode determinar a aprovação ou a rejeição de matérias de interesse do governo


postado em 09/01/2015 11:31

O PMDB é hoje liderado por Eduardo Cunha (RJ), candidato à Presidência da Câmara(foto: Diógenis Santos/Agência Câmara)
O PMDB é hoje liderado por Eduardo Cunha (RJ), candidato à Presidência da Câmara (foto: Diógenis Santos/Agência Câmara)

Depois de quatro anos, o PMDB vai voltar ao posto de maior bancada da Câmara dos Deputados. Embora o PT tenha saído das urnas com o maior número de deputados (69), tomará posse em fevereiro em tamanho menor (64). Isso porque sete parlamentares eleitos pelo partido assumiram secretarias estaduais e ministérios. Devido a alianças locais, apenas dois dos suplentes que serão empossados no lugar dos que debandaram são petistas. Ao longo do mandato, a composição da Câmara pode sofrer novas mudanças, com a saída de deputados por motivos diversos.

Já o PMDB, hoje liderado por Eduardo Cunha (RJ), foi inversamente beneficiado pela mesma situação. Quatro peemedebistas assumiram pastas no Executivo, mas cinco suplentes da legenda conseguiram espaço na Câmara com a saída de titulares da própria sigla e de outras. Assim, o PMDB passou de 66 deputados para 67. Para tentar contornar a perda de deputados, o PT avalia formar bloco com outros partidos.

Na prática, as maiores bancadas da Câmara têm como vantagem maior poder de barganha com o Palácio do Planalto, já que podem ter peso fundamental na aprovação e na rejeição de matérias de interesse da presidente Dilma Rousseff. A maior bancada da Casa ganha, ainda, simbolicamente, a preferência na indicação de um nome para a Presidência da Mesa Diretora, escolhida por votação.

Nos últimos anos, PT e PMDB têm feito acordos para se alternarem na Presidência. Este ano, porém, Cunha e Arlindo Chinaglia (PT-SP) se enfrentam na disputa, que tem ainda Júlio Delgado (PSB-MG).

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A mudança na composição das bancadas não deve alterar a eleição para Presidência. Isso porque é comum secretários e ministros nomeados pedirem exoneração do cargo um dia antes, assumirem novamente o posto na Câmara e serem novamente nomeados para o Executivo na sequência. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias (PT), por exemplo, já anunciou que pretende fazer isso.

A terceira bancada mais numerosa continua sendo a do PSDB (54), apesar de ter perdido um deputado na mesma situação. O PSB foi o partido da oposição que mais sofreu a baixa de parlamentares: dois. A sigla passou de 34 deputados para 32.

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