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Estado de Minas

Dilma Rousseff e Graça Foster discutem situação da Petrobras no Planalto

Presidente da Petrobras, Graça Foster deve deixar o cargo nos próximos dias. Dilma procura substituto. Em reunião, as duas chegaram a um cronograma para saída de toda a diretoria da estatal


postado em 03/02/2015 17:24 / atualizado em 03/02/2015 22:13

Graça Foster, no aeroporto de Brasília, após a reunião com Dilma(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
Graça Foster, no aeroporto de Brasília, após a reunião com Dilma (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
A presidente Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, se reuniram nesta terça-feira (3/1) no Palácio do Planalto e acertaram o cronograma de saída da executiva do comando da estatal. A situação de Foster à frente da empresa foi se deteriorando ao longo dos últimos meses com o desenrolar da Operação Lava-Jato e tornou-se insustentável após a divulgação do balanço da empresa na semana passada. Dilma e Graça acertaram detalhes sobre a saída de toda a diretoria da Petrobras - até o começo de março, toda a cúpula deve ser renovada.

No fim do dia, Graça foi fotografada no Aeroporto de Brasília, mas não deu declarações à imprensa. Os rumores sobre a saída da presidente fizeram as ações da estatal dispararem a ponto de a Bovespa interromper o pregão quando os papeis bateram 10%. As ações fecharam em alta de 15%, estimuladas também com a alta no preço do petróleo.

Dilma e a cúpula do governo discordaram da divulgação do documento contábil e, principalmente, os desdobramentos posteriores do anúncio. A primeira versão do documento não trazia as perdas da estatal com as denúncias de corrupção. Posteriormente, foi divulgada uma perda de R$ 88,3 bilhões, o que irritou a presidente.

Dilma avaliou o número exagerado, já que as perdas podem significar depreciação natual de ativos, não necessariamente desgastes provocados pelos desvios de recursos da Petrobras. Desde então, a confiança da presidente em Foster declinou, no mesmo ritmo das ações da Petrobras e Dilma escalou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para sondar nomes no mercado para substituir a cúpula da Petrobras.

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