Politica

CPI da Petrobras estabelece calendário de depoimentos de investigados

João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, está entre os nomes citados na sessão de hoje

Naira Trindade
postado em 17/03/2015 17:33
Em sessão interna nesta terça-feira (17/3), membros da CPI da Petrobras definiram o calendário de depoimentos de investigados deste mês. Próximo a ser ouvido, na quinta-feira (19/3), o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque teve a autorização do juiz Sérgio Moro, da 13; Vara Federal de Curitiba, para prestar esclarecimentos aos parlamentares em Brasília. Ele está detido em Curitiba desde a segunda-feira (16/3).

Já na sessão da próxima terça-feira (24/3), haverá uma sessão deliberativa para analisar os requerimentos. É possível que o pedido de convocação do tesoureiro João Vaccari Neto seja aprovado nesta reunião. Na quinta, dia 26 de março, será a vez dos parlamentares colherem o depoimento do executivo Julio Faerman, representante da SBM no Brasil.

Na terça-feira seguinte, no dia 31 de março, o plenário vai ouvir o ex-gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo. O agendamento das oitivas foi possível porque já havia requerimento aprovado em sessão deliberativa. Na quinta feira da Semana Santa (2/4) não haverá sessão da comissão. Em 9 de abril, o trabalho será retomado com depoimento do novo diretor de Gás e Energia da Petrobras, Hugo Repsold.

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O local do depoimento do ex-diretor Renato Duque ainda é incerto. No despacho que autorizou o depoimento, Moro não especificou onde ele deveria ser colhido. A Câmara, porém, tem um impedimento. Um Ato da Mesa Diretora proíbe que detentos sejam ouvidos na Casa. Porém, existe a possibilidade de os membros da Mesa revogarem o ato. A reunião da Mesa Diretoria está prevista para amanhã (18/3).

Caso o ato não seja revogado, Duque deve ser ouvido na superintendência da Polícia Federal na quinta-feira, às 9h30. Segundo o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), ainda não há definição se a sessão será aberta ou fechada. Ele afirmou que a defesa do ex-diretor de Serviços ainda não se manifestou a respeito.

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