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Estado de Minas

Calheiros: oordenação política não é distribuição de "cargos e boquinhas"

O senador minimizou os desentendimentos com Eduardo Cunha, que se intensificaram após declarações contrárias ao projeto de lei que regulamenta a terceirização


postado em 30/04/2015 16:01 / atualizado em 30/04/2015 18:20

O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) disse hoje que a coordenação política do governo, atualmente comandada pelo vice-presidente da Republica, Michel Temer, não pode se transformar em uma “articulação de RH [recursos humanos]”. “O PMDB não pode transformar a coordenação política, sua participação no governo, em uma articulação de RH, para distribuir cargos e boquinhas. Eu acho que isso tudo faz parte de um passado do Brasil que cada vez mais nós temos que deixar para trás”, afirmou o parlamentar.

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Em entrevista, ele ressaltou que não indicará cargos ao Execitivo. “Eu sou governo, [mas]o que eu não quero é participar do Executivo, eu não vou indicar cargo no Executivo porque esse papel é incompartível com um Senado independente”.

Renan Calheiros disse que prefere manter a coerência de ter um Senado independente do que participar de indicações de cargos para o governo. Para ele , o papel do PMDB é qualificar a coalizão dando um fundamento programático a ela. “O pior papel que o PMDB pode fazer é substituir o que o PT tem de pior que é o aparelhamento do Estado”, disparou o presidente do Senado.

O senador minimizou os desentendimentos com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se intensificaram após declarações contrárias ao projeto de lei que regulamenta a terceirização na atividade fim da empresa. A matéria já foi aprovada pelos deputados e agora tramita no Senado.

“Absolutamente nenhum mal-estar. É evidente que tenho diferenças com o presidente Eduardo Cunha mas essas diferenças são menores. O que não pode é ter diferença entre as duas Casas do Congresso Nacional, porque essas diferenças se explicitam no rumo do enfraquecimento do Legislativo e as panelas, nesse momento, não querem o enfraquecimento do Legislativo”, avaliou o presidente do Senado.

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