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Estado de Minas

"Estou disposta a colaborar com CPI", diz doleira Nelma Kodama

Nelma é condenada por envolvimento em operações irregulares de instituição financeira, lavagem de dinheiro e corrupção


postado em 12/05/2015 12:27

Acusada de chefiar o esquema de lavagem de parte do dinheiro desviado da Petrobras, a doleira Nelma Kodama, se negou a responder todas as perguntas feitas nesta terça-feira (12/5), por deputados membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, da Câmara dos Deputados. Para justificar seu comportamento, Nelma afirmou que está negociando com a Justiça Federal a assinatura de um acordo de delação premiada.

“Estou disposta a colaborar com a CPI, desde que isso não atrapalhe meu acordo de colaboração em curso”, disse a doleira ao prestar depoimento no segundo dia de audiências públicas feitas pela CPI em Curitiba.

Condenada por envolvimento em operações irregulares de instituição financeira, lavagem de dinheiro, corrupção e acusada de corromper um ex-gerente do Banco do Brasil, Nelma declarou que, à época dos fatos, não tinha consciência de que estava agindo ilegalmente.

"Eu não via que estava fazendo nada errado. Era como compra e venda de dólares. A operação do doleiro acontece por causa dos impostos envolvidos no pagamento de empresas no exterior. Eu não achava isso errado porque os impostos eram muito altos”, comentou a doleira, reclamando da pena de 18 anos a que já foi condenada por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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A expectativa dos integrantes da CPI da Petrobras é ouvir, ainda hoje, além de Nelma, outras seis pessoas: René Pereira (ligado ao doleiro Alberto Youssef), os ex-deputados Luiz Argolo, Pedro Corrêa e André Vargas, e o doleiro Carlos Habib Chater, dono do posto de gasolina de Brasília onde começou a investigação que culminou na deflagração da Operação Lava Jato.

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