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Estado de Minas

O novo ajuste de Dilma: no guarda-roupas

Com 15kg a menos na balança, a presidente resolveu reformar o armário e mandou apertar algumas peças de roupas


postado em 18/05/2015 13:53 / atualizado em 18/05/2015 14:01

Dilma se tornou adepta da dieta do argentino Maximo Ravenna(foto: Jorge William/Agência O Globo )
Dilma se tornou adepta da dieta do argentino Maximo Ravenna (foto: Jorge William/Agência O Globo )
Em meio à pior crise política e econômica pela qual o Brasil passa nos últimos 12 anos, há pelo menos uma coisa que tem dado certo na vida da presidente Dilma Rousseff: a dieta. Engajada no regime com o método do argentino Maximo Ravenna desde o fim do ano passado, Dilma já perdeu pelo menos 15kg. Além de evidente na aparência da presidente, a falta dos quilinhos levou a petista a reformar o armário. Mas, em vez de trocar tudo por roupas novas, a chefe do Executivo mandou apertar vestimentas.

A presidente quer reaproveitar algumas peças do closet. Pelo menos dois blazers usados durante a campanha à reeleição do ano passado foram ajustados e salvos. “Eles eram novos, da campanha, por isso, ela quis aproveitar”, afirmou uma pessoa que auxiliou a presidente na missão. A fama de exigente da petista se estende até mesmo com as roupas que usa. Tem de ser do jeito dela. Os blazers, por exemplo, não são forrados, o que pode ser um desafio para a costura. E a tarefa tem de ser a de ajustá-los até que ela diga que está bom.

A presidente tem uma costureira fixa em Brasília, mas, eventualmente, é necessário pagar diárias a outros profissionais para fazer ajustes. O acerto financeiro é feito em dinheiro ou em cheque, como gastos pessoais da própria Dilma, segundo o Planalto. Quem já costurou para a presidente afirma ser mais fácil ela apertar as vestimentas que já tem do que comprar roupas novas. “Ela não deixa fazer muitas mudanças. Gosta das coisas simples e básicas. Algumas roupas, por exemplo, são de tecido barato”, afirma um costureiro que prestou serviços a Dilma nos primeiros anos do mandato e não quis se identificar. Convidado, o costureiro fez algumas peças para a presidente usar em férias na Bahia. Boa parte das vestimentas da petista são confeccionados no Sul e ajustadas em Brasília.

Boca fechada
Na última semana, em evento no Rio de Janeiro, a presidente foi apelidada pelo prefeito Eduardo Paes de “Dilminha Olímpica”. Questionada como havia feito para perder tanto peso, a petista foi direta na resposta: “Sinto muito, meninas, mas um pouquinho tem de fechar, equilibrar a comida e fazer uma ginasticazinha, uma caminhadinha. Não tem regime fácil, é que nem aquela: não tem jantar grátis nem almoço nem café da manhã”, disse. A presidente tem feito caminhadas e andado de bicicleta no Palácio da Alvorada.

Dilma disse que deveria ter feito a dieta aos 40 anos, para não engordar e deu o recado às outras mulheres que façam o mesmo para evitar uma série de doenças. “Eu estou aqui fazendo uma campanha, porque eu acho que as pessoas ficam melhores, em termos da saúde delas. Eu estou melhor, eu tomava uma série de remédios. Reduzi os meus remédios, praticamente eu parei de tomar remédios, tomo vitamina.”

A dieta de Dilma, criada pelo argentino Maximo Ravenna, limita a ingestão de 800 a 1,2 mil calorias por dia, com restrição de carboidratos, açúcar e outros. Cara, a dieta custa, em média, R$ 2 mil. O paciente conta com acompanhamento de um educador físico, um nutricionista e um psicólogo. Além de Dilma, ministros, como o da Justiça, José Eduardo Cardozo, são adeptos à dieta.

Mesa balanceada
Confira detalhes sobre o regime que a presidente Dilma Rousseff tem feito desde o ano passado

Quantos quilos a presidente perdeu?
» 15 kg

Quem mais aderiu à dieta?
» Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; ministra da Agricultura, Kátia Abreu; ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci; e a presidente da Caixa Econômica, Miriam Belchior

Ingestão máxima de calorias
» 800 a 1,2 mil calorias por dia

Custo médio da dieta?
» Cerca de R$ 2 mil

Origem?
» Argentina, criada pelo médico Máximo Ravenna

“Sinto muito, meninas, mas um pouquinho tem de fechar, equilibrar a comida e fazer uma ginasticazinha, uma caminhadinha. Não tem regime fácil”
Dilma Rousseff, presidente da República

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