Politica

Mídia internacional repercute abertura de processo de impeachment de Dilma

Os jornais se referiram a presidente como "impopular" e ressaltaram as denúncias de corrupção contra Eduardo Cunha

Gabriela Vinhal
postado em 02/12/2015 21:45
A notícia de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, abriu processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff já chegou na mídia internacional. O jornal The Guardian disse que "o país abriu procedimento de impeachment contra a presidente, por não ter cumprido a lei de responsabilidade fiscal e de ter usado o dinheiro público para a própria reeleição". Já a BBC citou o escândalo de corrupção da Petrobras, que envolveu lavagem e desvio de dinheiro da estatal, investigada na Operação Lava-Jato, que ocorreu durante o governo da presidente.

Após relatar o início do processo de impeachment, a Reuters mencionou que Cunha foi acusado de receber ao menos US$ 5 milhões de propina. Um dos adjetivos comuns utilizados para se referir a Dilma foi sua "impopularidade". O The Washington Post afirmou que, embora o governo Dilma esteja sendo marcado por escândalos, ela não tem nenhuma acusação de corrupção. No entanto, Eduardo Cunha é acusado de ;levar; milhões de reais e que ;sequer se preocupou em esconder sua fúria quando foi anunciado que seria investigado pela Procuradoria Geral da União;.

O The New York Times escreveu que Cunha, ;inimigo da presidente;, abriu o processo para a saída dela do governo. O jornal ainda ressaltou que membros do Partido dos Trabalhadores acreditam que a abertura do caso de impeachment de Cunha é por conta da rivalidade entre a legenda do deputado (PMDB) e da presidente (PT). O El País enfatizou a crise política do país e as ;contínuas e quase diárias revelações de parlamentares, banqueiros e empresários corruptos, que repercutem na péssima economia;.

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