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Estado de Minas

Operação da PF mira deputados, senadores e ministros: veja perfis


postado em 15/12/2015 10:05 / atualizado em 15/12/2015 10:31

Deputados federais

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

(foto: Evaristo Sa/ AFP Photo)
(foto: Evaristo Sa/ AFP Photo)


Presidente da Câmara dos Deputados, sofre processo por quebra de decoro parlamentar relacionado às investigações da Operação Lava-Jato. O parlamentar fluminense começou a carreira política na antiga Telerj, indicado pelo tesoureiro da campanha de Fernando Collor à Presidência em 1989, Paulo César Farias. Depois, Cunha ocupou a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de Janeiro, durante o governo de Anthony Garotinho. Cunha é ligado ao vice-presidente Michel Temer e está sob investigação por ter, supostamente, recebido US$ 5 milhões em propinas por contratos de aluguel de navios-sonda pela Petrobras. A acusação foi feita pelo lobista Fernando Baiano.

Aníbal Gomes (PMDB-CE)
(foto: José Varella/CB/D.A Press)
(foto: José Varella/CB/D.A Press)


Deputado federal desde 1995, é apontado como o contato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), dentro do esquema de cobrança de propinas na Petrobras. Também foi responsável por dar sustentação política ao ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, segundo o próprio Costa.

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Senadores

Edison Lobão (PMDB-MA)
(foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)
(foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)


Ex-presidente do Senado e ex-ministro de Minas e Energia nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, é um dos principais aliados do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) na Casa Alta. De acordo com o delator Paulo Roberto Costa, Lobão teria ordenado a entrega de R$ 2 milhões em propinas da Petrobras para a campanha de Roseana Sarney ao governo do Maranhão, em 2010.

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press)
(foto: Monique Renne/CB/D.A Press)


Senador por Pernambuco e ex-ministro da Integração Nacional durante o governo Dilma Rousseff, construiu carreira política em Petrolina (PE) e era muito próximo do ex-governador Eduardo Campos. Segundo o delator Paulo Roberto Costa, o senador teria pedido R$ 20 milhões para a campanha à reeleição de Campos, em 2010. À época, ele ocupava a Secretaria de Desenvolvimento do governo de Pernambuco.

Ministros

Celso Pansera (PMDB-RJ)
(foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)
(foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)


Ministro da Ciência e Tecnologia, o deputado licenciado foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ameaçar sua família e atuar como capacho de Eduardo Cunha na CPI da Petrobras, na Câmara. É microempresário.

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)


Pertencente a um clã político tradicional no Rio Grande do Norte, Alves acumulou mandatos de deputado federal desde a década de 1970. Na Legislatura passada, ocupou a Presidência da Câmara dos Deputados. Derrotado na disputa pelo governo estadual, foi nomeado ministro do Turismo por Dilma Rousseff. É aliado de Michel Temer e do presidente da Casa Baixa, Eduardo Cunha. Teve diversas reuniões com ex-diretores da Petrobras denunciados no esquema da Lava-Jato. Foi citado por Alberto Youssef como integrante do Petrolão. Teve o inquérito arquivado por falta de provas pela Procuradora-Geral da República.

Executivos da Petrobras

Sérgio Machado
(foto: José Varella/CB/D.A Press)
(foto: José Varella/CB/D.A Press)


Ex-deputado federal e ex-senador pelo PSDB-CE, aliou-se a Renan Calheiros (PMDB-AL) e acabou indicado para a chefia da Transpetro pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Permaneceu no posto por 12 anos. Em fevereiro, deixou o cargo depois de ser denunciado pelo delator Paulo Roberto Costa, como pagador de uma propina de R$ 500 mil em espécie da estatal.

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