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Defesa de dono de sítio em Atibaia acusa MP de 'deslealdade processual'

Os advogados de Jonas Leite Suassuna Filho, um dos alvos da 24ª etapa da Operação Lava Jato, protestaram contra o mandado de busca e apreensão cumprido na casa do empresário e na sede do Grupo Gol, que reúne editoras de material impresso e virtual, tecnologia da informação e criação de aplicativos

postado em 04/03/2016 12:44
Os advogados de Jonas Leite Suassuna Filho, um dos alvos da 24; etapa da Operação Lava Jato, protestaram na manhã desta sexta-feira, 4, contra o mandado de busca e apreensão cumprido na casa do empresário e na sede do Grupo Gol, que reúne editoras de material impresso e virtual, tecnologia da informação e criação de aplicativos.


Suassuna é um dos proprietários do sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nos causou perplexidade e indignação a deslealdade processual do Ministério Público. Havia um depoimento (de Suassuna) agendado para ontem (quinta-feira, 3) que foi desmarcado na véspera pelo Ministério Público. Outro depoimento, marcado para a semana anterior, também foi desmarcado. Nós já franqueamos os sigilos (bancário, fiscal e telefônico do empresário), o que reafirmamos na quarta-feira. E agora ele é vítima desta medida coercitiva", afirmou Bergher sobre o mandado de busca e apreensão.

Sócio de Bergher, o advogado Raphael Mattos disse que toda a documentação sobre o sítio já estava separada por Suassuna e seria levada ao Ministério Público Federal em Curitiba, onde o empresário seria ouvido. "Nós iríamos ontem (quinta) de manhã para Curitiba com toda a documentação que comprova a propriedade do sítio e os investimentos feitos na propriedade", afirmou.

Bergher e Mattos negaram que houvesse mandado de condução coercitiva de Jonas Suassuna. "Não houve esse mandado, estamos à disposição há mais de duas semanas", afirmou Bergher.

Segundo os advogados, Suassuna recebeu os agentes da Polícia Federal em casa, na manhã desta sexta-feira, 4. A Polícia Federal e o Ministério Público apuram se Lula é proprietário oculto do sítio e também investigam obras feitas no local por empreiteiras que têm contrato com a União.

O ex-presidente nega ser dono do sítio e diz que a compra foi uma "surpresa" de um grupo de amigos para que ele pudesse desfrutar da propriedade depois de que deixasse a presidência da República.

Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal apreenderam telefones celulares, tablets e HDs de computadores pessoais de Suassuna e de sua mulher, Claudia Bueri, no apartamento onde o casal vive, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

O advogado Mauro Gomes de Mattos, que também atua na defesa do empresário, estranhou que objetos de Claudia tenham sido levados Segundo ele, a mulher de Suassuna não era alvo do mandado de busca e apreensão. Dois carros, um da Polícia Federal e outro da Receita Federal, chegaram ao condomínio por volta as 6h desta sexta-feira e saíram em torno de 8h30.

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