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Estado de Minas

PF prende funcionária da Odebrecht em desdobramento da Lava-Jato

Ação de hoje é desdobramento do caso que apura pagamentos ao ex-marqueteiro do PT João Santana, feitos pela Odebrecht e pelo lobista Zwi Skornick


postado em 11/03/2016 10:37 / atualizado em 11/03/2016 15:08

Curitiba – Um mandão de prisão temporária e dois de busca e apreensão são cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (11/3) em Salvador (BA), em um desdobramento da 23ª fase da Operação Lava-Jato, intitulada de Acarajé. Foi detida uma funcionária do grupo Odebrecht identificada como Ângela Ferreira Palmeira. Ele trabalha há quase 40 anos no conglomerado. Em 2003, Ângela atuava na entidade de previdência fechada da firma, a Odeprev.

O objetivo dos policiais é recolher provas para reforçar a apuração sobre pagamentos ao ex-marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Cunha. Ontem, eles vieram à PF prestar depoimentos, mas silenciaram diante das perguntas sobre pagamentos recebidos da Odebrecht e do lobista do estaleiro Kepel Fels Zwi Skornick. Em nota, a construtora disse hoje que “tem prestado todo auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”.

Uma das preocupações dos policiais é saber as relações do casal com a funcionária da empreiteira Maria Lúcia Tavares, que tinha uma planilha de pagamentos para o casal, apelidado de “Feira”, uma alusão à cidade baiana de Feira de Santana e ao sobrenome do marqueteiro. Os repasses foram feitos durante a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff em 2014, de acordo com as anotações.

Maria Lúcia está colaborando com os policiais federais. Esta semana, uma reportagem da Folha de S.Paulo informou que essa colaboração é uma delação premiada, em que ela confessa crimes e entrega informações sobre outros investigados em troca de redução de penas.

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