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Estado de Minas

Para oposição e até mesmo setores do PMDB, governo Dilma acabou

Decisão do PMDB de anunciar saída do governo e manifestações de domingo impulsionam pedido de impedimento da presidente. Estratégia de peemedebistas e tucanos é tramitar o processo com a maior agilidade possível


postado em 15/03/2016 06:10 / atualizado em 15/03/2016 00:01

Eduardo Cunha promete rapidez no processo contra a presidente. Renan Calheiros não demonstra disposição a agarrar-se a um governo que estiver afundando(foto: Evaristo Sa/AFP )
Eduardo Cunha promete rapidez no processo contra a presidente. Renan Calheiros não demonstra disposição a agarrar-se a um governo que estiver afundando (foto: Evaristo Sa/AFP )


A oposição e até mesmo de setores do PMDB têm a convicção de que o governo Dilma Rousseff acabou. “Temos uma presidente que só se preocupa em evitar o impeachment e um ex-presidente que só pensa em salvar a própria pele. É a união do roto com a esfarrapada”, criticou o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (PSDB-BA).

O fim de semana, na opinião dos oposicionistas, foi devastador para o governo. Até mesmo o PMDB, que no sábado aprovou um desembarque disfarçado da gestão petista, ficou assustado com o tamanho das manifestações. “Ficou muito ruim para o governo. E ainda temos uma economia que atrapalha ainda mais a situação. O país está sangrando com a crise econômica”, lamentou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Imbassahy foi ainda mais incisivo. “Acabou. Agora só precisamos obedecer aos trâmites constitucionais e aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff”, disse o líder tucano. “O Congresso Nacional vive de expectativas, e a expectativa da população é de que o Congresso instaure a comissão de impeachment e tire o PT do poder. É um ciclo que chega ao fim”, disse o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM).

O pós-Dilma já vem sendo discutido por PMDB e PSDB. O primeiro encontro oficial aconteceu na semana passada, em jantar com lideranças dos dois partidos na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “O que dizer dessa tentativa de golpe que pretende tirar a presidente Dilma e colocar em seu lugar o vice-presidente Michel Temer e o PMDB”?, questionou, no Senado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

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