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Estado de Minas

Ligações comprometedoras entre Lula e Dilma abalam governo

Uma das conversas envolve Dilma e Lula, no início da tarde de ontem, instantes depois de o ex-presidente deixar o Palácio da Alvorada, onde sacramentou a entrada dele na Casa Civil


postado em 17/03/2016 06:00 / atualizado em 17/03/2016 07:42

(foto: AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL )
(foto: AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL )


Uma bomba explodiu no coração do poder no início da noite de ontem e abalou ainda mais a frágil sustentação política do governo de Dilma Rousseff. A divulgação de gravações de conversas telefônicas autorizadas pela Justiça envolvendo, em diversos momentos, Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, indica, segundo a Polícia Federal, a intenção de proteger o petista com a concessão de foro privilegiado e a tentativa de influenciar um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que o beneficiava. O sigilo sobre os diálogos foi retirado pelo juiz da Lava-Jato no Paraná, Sérgio Moro, horas antes de a nomeação de Lula ser publicada no Diário Oficial da União.

Uma das conversas envolve Dilma e Lula, no início da tarde de ontem, instantes depois de o ex-presidente deixar o Palácio da Alvorada, onde sacramentou a entrada dele na Casa Civil. Na conversa, Dilma afirma que Bessias (ela estava gripada e referia-se a Messias, assessor jurídico do Planalto) levaria a ele o termo de posse — o que lhe garante foro privilegiado no STF. “Só use em caso de necessidade”, recomendou Dilma.

Outros trechos de conversa envolvendo o ex-presidente — que estava grampeado pela Polícia Federal por conta das investigações da 24ª Fase da Operação Lava-Jato — mostram um recado que deveria ser dado por Wagner a Dilma. Lula pede que a presidente interceda junto da ministra do STF Rosa Weber. A magistrada é responsável pelo julgamento da ação proposta por ele, para que as investigações sobre o sítio de Atibaia e o tríplex do Guarujá fiquem restritas a uma única seção do Ministério Público.

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Em outra conversa, Lula reclama explicitamente do comando das investigações da Lava-Jato no Paraná e diz que todos os demais Poderes estão a reboque da equipe de Moro e dos procuradores federais que trabalham no estado. Ele chama a equipe de “República de Curitiba” e afirma que o “Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal estão acovardados, assim como o Congresso”. Lula ainda é incisivo em relação à situação dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dizendo que os dois estão “fodidos”.

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