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Agnelo Queiroz e Jacques Pena aparecem em lista da Odebrecht

Ex-governador do DF teria recebido R$560 mil da empreiteira durante campanha de 2010

A lista encontrada pela Polícia Federal na casa do presidente da Oderbrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Júnior, tem dois nomes de políticos brasilienses. O ex-governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), e o ex-presidente do BRB, Jacques Pena, aparecem na arquivo que seria uma espécie de contabilidade paralela da empreiteira.

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Conforme aponta a planilha, o ex-governador teria recebido três pagamentos em 2010: um em 1; de setembro, no valor de R$ 160 mil, e dois no dia 28 - R$ 80 mil e R$320 mil. Dessa forma, a empreiteira teria pagado, ao todo, R$ 560 mil a Agnelo durante a campanha política de 2010.

Na ferramenta para a consulta de doadores para campanhas, do Tribunal Superior Eleitoral, não constam doações diretas da Odebrecht a Agnelo.

Jacques Pena, hoje filiado ao PT, também aparece na planilha da empreiteira. Com o nome escrito à caneta, o ex-presidente do BRB também teria recebido dinheiro da Oderbrecht. Na época, Pena era coordenador de campanha de Dilma Rousseff.

Ao ser procurado, o advogado de Agnelo afirmou que só se pronunciará nos autos. Jacques Pena não foi localizado.

Planila da Odebrecht
Durante a 23; fase da operação Lava-Jato, a Polícial Federal encontrou na residência do presidente da Odebrecht, Benedicto Barbosa Silva Junior, no Rio de Janeiro, documentos que revelam a maior relação de políticos e partidos associada a pagamentos de uma empreiteira até agora. O material foi divulgado nesta terça-feira (22/3) pelo juiz federal Sérgio Moro.

A operação Acarajé teve como alvo o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura, atuantes na campanha de Lula (2006) e de Dilma Rouseff (2010 e 2014), além do executivo da Odebrecht.

A planilha aponta uma longa sucessão de transferências para deputados, senadores, prefeitos, governadores e agremiações políticas

Nos documentos apreendidos, contudo, não há nenhum indicativo de que os pagamentos sejam irregulares ou fruto de caixa 2 e tampouco a Polícia Federal teve tempo para analisar a vasta documentação.

Sigilo
Desde fevereiro, o juis Sérgio Moro havia retirado o sigilo da23; fase da operação Lava-Jato, mas depois de os documentos terem sido divulgados pela impresa, o magistrado determinou o sigilo sobre as planilhas.