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Conselho de Ética vai pagar passagem para Baiano depor em Brasília

No mesmo horário do depoimento de Baiano, um grupo de representantes do movimento Avaaz.com vai entregar ao conselho um documento com mais de 1,3 milhão de assinaturas de apoio à perda de mandato do presidente da Câmara


;Pedimos que o Conselho de Ética exerça seu papel e acelere o quanto antes o processo contra Eduardo Cunha por quebra de decoro parlamentar. Acreditamos que vocês darão voz à milhares de brasileiros que estão indignados em terem como líder da Casa do povo alguém suspeito de estar envolvido com corrupção;, destaca a petição.

Na quarta-feira (27), o conselho deve ouvir a última testemunha arrolada pelo relator: o empresário João Henriques, que atuava como lobista do PMDB e disse, em delação premiada da Operação Lava Jato, que transferiu mais de US$ 1 milhão para contas de Cunha no exterior. A partir daí, serão ouvidas as testemunhas indicadas pelo advogado do peemedebista, Marcelo Nobre.

Assessores do conselho informaram que todas as informações solicitadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os processos em andamento na Corte a respeito de Cunha foram entregues na tarde da última sexta-feira (22). Os documentos são restritos ao conhecimento dos integrantes do colegiado. Marcos Rogério aguardava essas informações tanto para conduzir seu parecer quanto para decidir se acataria o pedido apresentado pelo deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), para incluir a delação premiada de Ricardo Pernambuco Júnior, executivo da Carioca Engenharia, no processo. Pernambuco Júnior disse que pagou propina a Cunha no valor de R$ 52 milhões, divididos em 36 prestações, para que empresas acessassem recursos do Fundo de Investimento do FGTS.

OAB

Além do caso Cunha, o conselho tem recebido processos pedindo apuração de condutas de parlamentares durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no último dia 17, no plenário da Câmara. Uma das ocorrências que mais ganharam destaque foi a desavência entre os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Wyllys cuspiu no colega depois de Bolsonaro ter dedicado seu voto a favor do afastamento de Dilma e fez uma homenagem ao coronel Brilhante Ustra, ex-chefe-comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974, acusado de torturar diversas pessoas na ditadura militar, incluindo a presidenta.

O PSC Nacional já anunciou que vai encaminhar, esta semana, uma representação contra o deputado Jean Wyllys, mas assessores explicaram que não esperam a cassação do parlamentar, apenas que seja adotada uma ;medida didática;. Hoje (25), a seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Rio de Janeiro, anunciou que vai entregar ao colegiado um pedido de cassação do mandato de Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar.