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Correio Braziliense

Polícia Federal faz buscas na Odebrecht na Acrônimo

Investigação contra o governador Fernando Pimentel intima ministério antes dirigido por ele a entregar documentos e conduz primo de Bené


postado em 05/05/2016 08:48 / atualizado em 05/05/2016 19:50

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/5), a 5ª fase da Operação Acrônimo, que investiga o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por suspeita de corrupção. Por ordem do ministro relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, delegados e agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão na sede da Odebrecht em Brasília e a residência de um executivo da empreiteira da cidade, intimaram o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) a apresentar documentos e conduziram coercitivamente duas pessoas – uma delas Pedro de Medereiros, primo do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené.

O MDIC informou ao jornal que foi a entrega dos papéis “será devida e prontamente atendida, dentro do prazo fixado”. A Odebrecht disse que colabora com as investigações. O advogado de Pimentel, Eugênio Pacelli, afirmou que não há “nenhum problema em relação ao governador”. Ele tem reiterado que Pimentel é inocente das acusações dos investigadores.

 

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Como revelou a coluna Brasília-DF, do Correio, na terça-feira, o governador está prestes a ser denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Bené, que está preso e iniciou as conversas preliminares com os responsáveis pela Operação para uma delação premiada, deve ser denunciado por corrupção ativa, assim como um representante da montadora de automóveis Caoa Hyundai.

O governador é suspeito de negociar uma portaria do MDIC para o programa Inovar Auto, que teria beneficiado a empresa. Pacceli, disse que a venda de portaria é absurda, porque a medida atendeu um setor inteiro e não apenas uma empresa. “Em relação a esse fato, não há crime algum”, disse.

A assessoria da Caoa Hyundai nega pagar subornos para “auferir benefícios”. A empresa“repele com veemência a versão de uso de relatório de consultoria que não corresponde a efetivo trabalho técnico”. A montadora destacou que ela e mais 21 empresas foram beneficiadas: “não foi concedido à CAOA nenhum benefício especial”. Os advogados de Bené não prestaram esclarecimentos e a defesa de Medeiros não foi localizada.



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