Jornal Correio Braziliense

Politica

Comissão do impeachment no Senado barra áudios na defesa de Dilma

Anastasia também negou ouvir como testemunhas o doleiro Alberto Youssef e o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, que foram requisitadas pela acusação



Nos diálogos com Machado, Jucá, um dos principais articuladores do impeachment, fala em "mudar o governo para poder estancar essa sangria" - a declaração é considerada uma tentativa de deter as investigações da Operação Lava-Jato.

Para o defensor de Dilma, ao negar a inclusão das gravações no processo, a comissão impede a presidente afastada de apresentar provas de sua inocência. "Estão atingindo brutalmente o direito de defesa. Estão impedindo a produção de provas. O que querem que a gente faça, que nos ajoelhemos?", disse Cardozo à comissão

O ex-ministro afirmou que o objetivo de "apressar a solução" confirma a tese de que há desvio de poder. "Arguimos a suspensão do senador Anastasia e estão ignorando. Ele não poderia proferir nada enquanto isso não fosse definido", disse. "Queremos provar que tudo isso foi uma manipulação."

Anastasia ainda negou o pedido de perícia e auditoria externa para analisar as contas presidenciais de 2015. O objetivo de Cardozo era apresentar pareceres de consultorias técnicas internacionais que demonstrem que não há autoria da presidente afastada nas pedaladas fiscais e que a edição de créditos suplementares não comprometeu a meta fiscal. Para Cardozo, essa também é uma questão central para a defesa.