Politica

Candidatos têm dificuldades para driblar restrições à propaganda eleitoral

O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão caiu de 45 dias para 35 dias. E a divisão das propagandas também mudou

Paulo de Tarso Lyra
postado em 28/07/2016 06:29
O ciclo de convenções partidárias só chegará ao fim em 5 de agosto, mas os candidatos e os partidos já estão sofrendo com as dificuldades impostas pelas novas regras de disputas eleitorais aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com menos dinheiro disponível após a vedação ao financiamento empresarial de campanha, os candidatos a prefeito e vereador também têm de se equilibrar com restrições às propagandas, menos tempo de campanha eleitoral e a necessidade de compor alianças inexplicáveis para angariar mais votos (leia mais na página 3).

[SAIBAMAIS];Com a Lava-Jato nos calcanhares, tem muita gente com mais medo de ser presa do que não ser eleita;, ironizou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), um dos caciques do partido na Bahia. Lima afirmou que muitos comandos de campanha estão investindo em comitês de fiscalização para controlar as ações dos adversários e ver onde podem buscar o cancelamento de candidaturas.

As novas regras, que começarão a ser aplicadas nas eleições municipais deste ano, por exemplo, reduzem o tempo de propaganda de campanha de 90 para 45 dias. O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão caiu de 45 dias para 35 dias. E a divisão das propagandas também mudou.



Serão dois blocos de 10 minutos diários para todos os candidatos a prefeito. E os candidatos a vereador aparecerão em inserções ao longo das programações normais das emissoras. ;Tudo ficou mais difícil. Cada candidato a prefeito pode colocar 10 anúncios em jornal. Antes, eles podiam tirar uma foto, individual, com cada candidato a vereador que apoiava. Agora, cada foto entra na contabilidade desses 10 anúncios;, protestou Lúcio Vieira Lima.

O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão caiu de 45 dias para 35 dias. E a divisão das propagandas também mudou

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