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Correio Braziliense

Rodrigo Maia: da preocupação com gordura trans à Presidência em cinco meses

Mandatário da Câmara, que assumirá o Planalto com a viagem de Temer para a China, teve uma rápida e inesperada ascensão: país terá três presidentes no mesmo dia


postado em 31/08/2016 19:00 / atualizado em 31/08/2016 20:16

Maia se reúne com Michel Temer no dia em que foi eleito para a presidência da Câmara(foto: AFP/EVARISTO SA )
Maia se reúne com Michel Temer no dia em que foi eleito para a presidência da Câmara (foto: AFP/EVARISTO SA )
 

 

Eleito para o cargo de presidente da Câmara em julho, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai assumir, interinamente, a Presidência da República na noite desta quarta-feira (31/8), quando o recém-empossado presidente Michel Temer viajará para a China para participar de um encontro de líderes do G20. Essa rápida ascensão não parecia ser esperada nem pelo próprio Maia. Há cinco meses, a grande conquista do deputado que assumirá o Palácio do Planalto foi a aprovação preliminar de um projeto que proibia a produção e a venda de alimentos com gordura trans.

O Projeto de Lei 2.056 foi proposto pelo democrata em junho de 2015. Em março deste ano, a proposta foi aprovada no plenário da Câmara e apensada a uma outra matéria, o PL 8194/2014, que obriga os fabricantes a informarem a presença de lactose em seus produtos. "Estamos dando um passo importante, já que o consumo em excesso dessa gordura é o maior responsável pela formação de doenças cardiovasculares e obesidade", celebrou Maia à época. O projeto, no entanto, ainda precisa ser analisado pelo Senado.

 

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O deputado tornou-se presidente da Câmara após ser eleito para substituir o peemedebista Eduardo Cunha, que renunciou ao mandato, enquanto respondia a processo no Conselho de Ética da Casa. O caminho de Maia até o Planalto passou ainda pela decisão do Senado de cassar a agora ex-presidente Dilma Rousseff, o que culminou na posse do vice, Michel Temer, para o cargo. Temer, por sua vez, vai precisar se afastar da Presidência - no mesmo dia em que foi empossado efetivamente - para viajar à China. Com isso, curiosamente, o Brasil terá três presidentes da República em um mesmo dia.

 

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