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PF apreende R$ 6 milhões em dinheiro no cofre de empresa ligada a deputado

A busca na Locadora de Autos Ceará (Lauce) ocorreu nesta sexta-feira (9/9) por ordem da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra acolheu pedido da PF e da Procuradoria da República no inquérito da Operação Km Livre


A Polícia Federal apreendeu R$ 6 milhões em dinheiro vivo no cofre de uma empresa ligada ao deputado José Adail Carneiro (PP/CE), localizada em Fortaleza.

A busca na Locadora de Autos Ceará (Lauce) ocorreu nesta sexta-feira (9/9) por ordem da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra acolheu pedido da PF e da Procuradoria da República no inquérito da Operação Km Livre.

Os advogados de Adail informaram que ele se desligou da empresa ;há pelo menos seis anos;, desde que foi eleito deputado estadual no Ceará, em 2010 - em 2014, ele elegeu-se para seu primeiro mandato na Câmara.

"Desde que eleito deputado estadual (Adail) ele afastou-se da empresa", atesta a advogada Leliana Rolim, que faz parte da defesa do parlamentar e da locadora.

A empresa alvo da PF atua no ramo de locação de veículos. Os advogados informaram que vão pedir a devolução dos R$ 6 milhões sob alegação de que são recursos ;contabilmente comprovados;.


Para a defesa do parlamentar "a apreensão é precipitada".

A defesa destacou que a locadora "é uma empresa da família" do parlamentar. Segundo os advogados de Adail ele "não tem mais participação, não está mais à frente dos negócios por impedimento legal".

A defesa informou que foi "surpreendida" com as buscas e reiterou que o afastamento do deputado dos negócios "é um ponto absolutamente comprovado, inclusive com documentos da Junta Comercial".

Sobre o volume de recursos encontrados no cofre da locadora, a defesa esclareceu. "A empresa possui uma frota numerosa, por isso os recebimentos naturalmente são frequentes pelo aluguel de veículos."

Leliana informou que a defesa vai tomar medidas judiciais para obter a devolução do dinheiro. A defesa assinalou que os "recursos são do caixa da empresa, tudo contabilizado, com declaração da origem".

Leliana Rolim destaca que o Código Civil "admite a moeda circulante, o livre trânsito do dinheiro em espécie".