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Estado de Minas

Youssef põe tornozeleira e deixa a prisão da Lava-Jato

O doleiro vai cumprir quatro meses de prisão domiciliar, antes de se tornar um homem livre totalmente


postado em 17/11/2016 15:28

 Pelo acordo, fechado em setembro de 2014, sua pena máxima de prisão ficou limitada a 3 anos.(foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)
Pelo acordo, fechado em setembro de 2014, sua pena máxima de prisão ficou limitada a 3 anos. (foto: REUTERS/Rodolfo Buhrer)

 

O doleiro Alberto Youssef deixou a prisão da Lava-Jato nesta quinta-feira  (17/11), após 2 anos e oito meses sob custódia. Um dos delatores que abriram caminho para as revelações da Operação Lava-Jato, Youssef é personagem emblemático da investigação sobre corrupção e propinas na Petrobras.


Ele deixou a Superintendência da PF em Curitiba - base da Lava-Jato - por volta das 13h50 e se dirigiu à sede da Justiça Federal para colocar tornozeleira eletrônica.

O doleiro vai cumprir quatro meses de prisão domiciliar, antes de se tornar um homem livre totalmente - o que está marcado para 17 de março de 2017.

 

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O direito ao regime domiciliar foi o prêmio obtido pelo doleiro, em troca da confissão de culpa nos crimes contra a Petrobras e da entrega de provas de novos delitos, então ainda desconhecidos da força-tarefa da Lava-Jato. Pelo acordo, fechado em setembro de 2014, sua pena máxima de prisão ficou limitada a 3 anos.

Braço direito do ex-deputado federal José Janene (morto em 2010) - ex-líder do PP que deu origem ao esquema de cartel e propinas na Petrobras -, Youssef foi alvo principal da primeira fase das investigações, deflagrada em 17 de março de 2014. O doleiro foi preso em São Luís.

Youssef deixará Curitiba direto para São Paulo, onde vai morar em um apartamento, de pouco mais de 50 metros quadrados. O novo endereço do doleiro delator, porém, fica em uma região com o metro quadrado mais caro da cidade, o bairro Vila Nova Conceição

Com vista para o Parque do Ibirapuera - um oásis na capital paulista -, o doleiro só poderá descer até a academia do condomínio e se deslocar para atendimentos médicos.

 

Por Agência Estado 

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