[SAIBAMAIS]"Infelizmente essa era a regra do jogo, era como o gestor público tratava os negócios de Estado junto com as empresas privadas. Pelo menos nas obras de infraestrutura em que houve consórcios integrados pela Carioca, Andrade Gutierrez e outras grandes empreiteiras existe uma suspeita muito grande de que houve pagamento de propina, diante da dinâmica e da forma de atuar do ex-governador", afirmou Vagos. O ex-governador usou o dinheiro para sustentar uma vida de luxo. Em seu apartamento foi encontrado um terno da grife italiana de alta costura Ermenegildo Zegna avaliado em R$ 22 mil. Também implicada nas investigações, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo tinha tantos vestidos de festa que eles estavam arrumados em seu armário separados por grifes.
Segundo as investigações, Cabral recebeu mesada de R$ 350 mil da Andrade Gutierrez e R$ 200 mil (no primeiro mandato) e R$ 500 mil (no segundo) da Carioca. Os valores eram entregues em espécie por executivos da empresa a emissários de Cabral. Entre as obras mais rentáveis estão a reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014, a construção do Arco Rodoviário e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Favelas. Cada uma custou cerca de R$ 1 bilhão. Outra obra que rendeu propina foi a de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, no Grande Rio.
Por Agência Estado