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Correio Braziliense

Propina e apelidos na lista da Odebrecht

O principal nome que aparece na lista é do atual líder do governo no Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB) , que era conhecido como Caju


postado em 11/12/2016 12:28 / atualizado em 11/12/2016 12:56

O diretor de relações institucionais da Odebrecht, Carlos Melo,  um dos relatores do esquema de pagamento de propina pela empreiteira para políticos de diversos partidos revelou, além do esquema cuidadoso de benefícios pagos para financiar campanhas eleitorais tendo em troca a aprovação de matérias de interesse da empresa do Congresso, uma criativa lista de apelidos para identificar cada um dos políticos que receberiam as doações. 

O principal nome que aparece na lista é do atual líder do governo no Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB) , que era conhecido como Caju. Jucá que já foi líder de um governo nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e agora Temer é apontado como beneficiário de R$ 22 milhões em doações. 

O atual presidente do senado , Renan Calheiros, que nesta semana que passou, bateu o pé para não cumprir uma liminar do ministro Marco Aurélio Melo, que o afastava da presidência da Casa, é batizado ironicamente de Justiça - provavelmente numa alusão ao ministério que ocupou durante o governo Fernando Henrique Cardoso. 

Os ministros mais próximos do presidente Temer , incluindo o ex-secretário de governo Geddel Vieira Lima, também não escaparam das alcunhas. Geddel era conhecido Babel, Eliseu Padinha (Casa civil) era chamado de Primo e Moreira Franco ( secretário do programa de parceria de investimento) era chamado de Angorá. 

O ex-presidente da câmara, Eduardo Cunha , que teve seu mandato cassado e já está em prisão preventiva em Curitiba, era conhecido como Caranguejo. Outros nomes geravam curiosidade. O prefeito eleito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB) é chamado de corredor; o ex-senador Delcídio do Amaral é o Ferrari; o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, é o índio; o ex-deputado Inaldo Leitão (PL-PB) era conhecido como Todo Feio, o ex-parlamentar,inclusive, soltou uma nota contestando tanto as denúncias de favorecimento, como o apelido.

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