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Correio Braziliense

Quem foi Teori Zavascki na Lava-Jato?

Entenda a importância do ministro-relator nas investigações da maior operação contra corrupção e lavagem de dinheiro do Brasil


postado em 19/01/2017 18:36 / atualizado em 19/01/2017 19:07

(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
(foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, morto na quinta-feira (19/1) em um acidente de avião próximo à cidade de Paraty (RJ), era relator da Operação Lava-Jato, que investiga casos de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo os maiores partidos políticos e empresas do Brasil.

Confira as principais ações de Teori Zavascki como relator da Operação Lava-Jato:

Maio de 2014: Começa a relatar a Operação Lava-Jato e opta por manter presos 11 investigados na operação. Ordena o envio dos inquéritos ao STF por suposto envolvimento de parlamentares.

Fevereiro de 2015:
Autoriza a abertura de inquérito para investigar parlamentares citados em depoimentos na Operação Lava-Jato e afirma que não há indícios de envolvimento da então presidente da República, Dilma Rousseff.

Março de 2015: Autoriza a abertura de inquérito, com base em pedido da Procuradoria Geral da República para investigar 49 pessoas — das quais 47 políticos — suspeitas de participação no esquema de corrupção na Petrobras revelado pela Operação Lava-Jato. Entre os nomes que serão investigados, 32 políticos são ou foram membros do PP, 7 são do PMDB, 6 do PT, 1 do PSDB e 1 do PTB.

Setembro de 2015: Nega, em caráter liminar (provisório), a revogação da prisão do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, preso preventivamente desde janeiro de 2015.

Outubro de 2015:
Nega o pedido liminar (urgente) de liberdade provisória do empresário Adir Assad. Decreta a quebra de sigilo fiscal e bancário dos advogados Michel Saliba e Fernando Neves, contratados pelo ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), investigado na operação.

 

Dezembro de 2015: Mantém a prisão do Delcídio do Amaral e solta o banqueiro André Esteves, que passou para prisão domiciliar. Autoriza a quebra do sigilo fiscal e bancário do presidente do Senado, Renan Calheiros, suspeito de envolvimento em fraudes na contratação de consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em 2010.

Março de 2016: Homologou a delação premiada do senador Delcídio do Amaral e autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no âmbito das investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras.


Decide encaminhar todas as investigações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara federal de Curitiba.

Maio de 2016: Afasta Eduardo Cunha do mandato de deputado na Câmara.


Junho de 2016: Determina o arquivamento do inquérito contra o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), investigado na Lava-Jato.


Agosto de 2016: Arquiva inquérito contra o presidente do Senado, Renan Calheiros.


Setembro de 2016:
Autoriza a abertura de inquérito contra a presidente afastada, Dilma Rousseff; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; dois ex-ministros do governo da petista (Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo); o presidente do Superior Tribunal Justiça (STJ), Francisco Falcão; e o ministro do mesmo tribunal Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.


Outubro de 2016:
Indefere o pedido de liminar em reclamação da defesa de João Cláudio Genu, condenado no Mensalão (Ação Penal 470) e preso preventivamente na Operação Lava-Jato, por ordem do juiz Sérgio Moro.


Novembro de 2016: Nega o pedido da defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht para suspender um habeas corpus que o próprio réu preso e condenado na investigação havia aberto.


Dezembro de 2016: Nega um recurso apresentado pela defesa de Eduardo Cunha, que pedia revogação da prisão preventiva do deputado cassado, preso em outubro.

 

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