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Correio Braziliense

Irmã de Aécio, Andrea Neves é presa em Minas Gerais

Em delação, executivos afirmam que Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da JBS


postado em 18/05/2017 08:49 / atualizado em 18/05/2017 10:06

Andrea Neves foi presa por volta das 8h30 na região metropolitana de Belo Horizonte(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
Andrea Neves foi presa por volta das 8h30 na região metropolitana de Belo Horizonte (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)


Alvo de mandado de prisão preventiva, Andrea Neves, a irmã do senador Aécio Neves, foi levada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18/5), por volta das 8h30 em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Ela é um dos nomes ligados ao parlamentar que são alvos de operação deflagrada por volta das 6h. O procurador Ângelo Goulart, do TSE também foi preso na mesma ação da PF.
Outros alvos são o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Altair Alves, que ficou conhecido como braço direito do ex-deputado Eduardo Cunha. Os policiais também cumprem mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados ao senador no Rio de Janeiro, em Brasília e em Belo Horizonte.
 
A operação ocorre poucas horas após a delação premiada dos executivos do grupo J&F, que coordena a empresa JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, vazar ao público. Na delação, os executivos afirmaram que Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um dos donos da empresa, para pagar sua defesa na Operação Lava Jato. 


Primo de Aécio preso

Um primo do presidente do PSDB também foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley Batista.

Além dele, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) também foi preso. Todos foram citados na delação de Joesley Batista. Em todos os casos os mandados são de prisão preventiva e foram autorizados pelo STF.

A Operação que afastou o presidente do PSDB do mandato foi denominada pela Polícia Federal de Patmos. É uma referência a ilha grega na qual o apóstolo João teria recebido mensagens do apocalipse.
 

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