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Correio Braziliense

Raquel Dodge denuncia ministro do TSE por agressão contra a mulher

A vítima contou, em depoimento à Polícia Civil, que Admar Gonzaga Neto a agrediu fisica e verbalmente


postado em 15/11/2017 19:53 / atualizado em 15/11/2017 20:08

(foto: AFP/Evaristo Sá)
(foto: AFP/Evaristo Sá)

 
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga Neto por lesão corporal contra sua ex-mulher, Élida Souza Matos. A vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência em junho deste ano, contudo, a retirou em seguida. Ela alega ter sido xingada e empurrada pelo marido durante uma briga. O Ministério Público, no entanto, continuou investigando o caso. 
 
 
Como Gonzaga é ministro e detentor de foro privilegiado, a acusação tramitará apenas no Supremo Tribunal Federal (STF), mas precisa ser aceita pela Corte para que o ministro se transforme em réu. De acordo com a defesa do ministro, depois do episódio, o casal se desfez e hoje vive em casas separadas.

Élida disse, em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, que  Admar derramou enxaguante bucal em seu corpo e empurrou seu rosto com as duas mãos durante uma discussão, no banheiro do casal. Com o olho roxo, ela afirma que o ministro a machucou fisicamente e verbalmente, xingando-a de “prostituta”, “vagabunda” e “escrota”, além de dizer que ela não valia o que ele “representa” — o cargo de membro do Judiciário.

Além das agressões, Élida disse ainda que sofreria “pressão psicológica” em casa, porque, como à época dependia financeiramente de Gonzaga, ele a subjugava, “valendo-se de seu status de ministro do TSE”. A vítima qualificou ainda Admarcomo um homem “bastante agressivo”.

No mês passado, o ministro enviou um documento ao Supremo negando as acusações de que teria agredido a mulher e que, em vez de apanhar, ela escorregou no enxaguante bucal durante uma discussão.

Segundo o advogado Pedro Machado de Almeida Castro, a defesa ficou “sabendo do caso pela imprensa e sequer teve acesso aos autos”. Ele alegou que sabia da investigação, mas o que não tinha conhecimento era a denúncia da PGR. 

“Mas já nos manifestamos. Existe um mal entendido. O casal está separado, vivendo em casas diferentes, mas havia uma tentativa de reaproximar. A exploração da mídia nesse caso, inclusive, atrapalha esse processo”, contou ao Correio.

Pedro Machado informou que Admar Gonzaga e Élida Matos viveram juntos por 11 anos e que “não sabe nem se eles chegaram a se casar”. Admar Gonzaga é advogado especialista na área eleitoral e foi nomeado como ministro do TSE pelo presidente Michel Temer em abril. Ele foi o mais votado de uma lista tríplice enviada pelo STF à Presidência da República. 

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