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Correio Braziliense

Lula critica reformas e defende regulação da mídia

Ex-presidente discursou durante o congresso nacional do PCdoB em Brasília e afirmou que deputados e senadores servem aos interesses do mercado


postado em 19/11/2017 13:36 / atualizado em 19/11/2017 13:39

Lula afirmou que os parlamentares que votam a favor das reformas propostas pelo governo não têm compromisso com a população(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Lula afirmou que os parlamentares que votam a favor das reformas propostas pelo governo não têm compromisso com a população (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

 
Convidado para participar do congresso nacional do PCdoB, realizado em Brasília, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva voltou criticar a reforma da Previdência, defendeu a regulação dos meios de comunicação, além de afirmar que é vítima de uma perseguição do Ministério Público Federal e da Justiça. O ex-chefe do Executivo aproveitou o evento para deixar claro que não há qualquer rusga com partido aliado, que lançou a pré-candidatura da deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila. 

Lula afirmou que os parlamentares que votam a favor das reformas propostas pelo governo não têm compromisso com a população e servem aos interesses do mercado. “Estamos fragilizados nesse momento. Nunca vi tanto deputado reacionário. Nunca vi tanto troglodita. Não são políticos, são usurpadores. Não compromisso com povo brasileiro”, disse.  
 

Conforme ele, o governo e o Congresso assumiram um compromisso com o mercado para desmontar as conquistas dos governos petistas. “Só defendem os interesses das petroleiras e do sistema financeiro.Eles querem destruir o BNDES, a Caixa, o Banco do Brasil e a Eletrobrás. É o desmonte da cidadania”, destacou.

O ex-presidente ainda ainda rechaçou o rótulo de que é um político de extrema esquerda, afirmou que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está além da extrema direita e comentou que governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP) não é a opção de centro que muitos têm apontado. “Espero que a Manuela  D'Ávila seja o caminho do meio”, disse. 

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