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Correio Braziliense

STF autoriza condução coercitiva de curador de exposição censurada

Gaudêncio Fidélis, responsável pela Queermuseu, já se dispôs a depor na CPI dos Maus Tratos, mas teme que senadores o levem à força


postado em 20/11/2017 13:21

Fidélis acredita que a condução coercitiva faria com que ele fosse
Fidélis acredita que a condução coercitiva faria com que ele fosse "vinculado à prática de crimes de pedofilia" (foto: Facebook e Quermuseu/Reprodução )

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), optou pela liberação de uma eventual condução coercitiva de Gaudêncio Cardoso Fidélis para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos em Crianças e Adolescentes, no Senado. Gaudêncio é curador da Queermuseu: Cartografias da diferença na arte da brasileira, encerrada um mês antes do previsto, em Porto Alegre, após ser alvo de protestos de grupos conservadores, como o Movimento Brasil Livre (MBL). 

Moraes indeferiu um pedido feito pela defesa de Fidélis para barrar a condução à CPI, que ocorre quando a pessoa solicitada se recusa a comparecer - o que não seria necessário, uma vez que o curador havia se comprometido a depor. Ser levado à força faria com ele fosse "publicamente vinculado à prática de crimes de pedofilia, por meio de uma condução coercitiva abusiva e vexatória, o que resultará em inequívoco abalo à sua honra e imagem profissional desde sempre idônea e reta", de acordo com a defesa. 

No dia 27 de setembro, Fidélis foi convocado para depor no dia 4 de outubro, mas pediu um adiamento por não ter tempo para se preparar. A nova convocação, divulgada no dia 9 de outubro, fazia vista à condução coercitiva. A mesma CPI, presidida pelo senador Magno Malta (PR-ES), também pediu condução coercitiva para Wagner Schwartz, autor da performance La bête no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), mas a ação foi impedida por Alexandre de Moraes. 

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