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Agentes da PF deixam a Câmara, e deputado Gaguim refuta acusações

As diligências fazem parte da 6ª fase da Operação Ápia, deflagrada em conjunto com a Procuradoria-Geral da República para cumprir 16 mandados de busca



Segundo a PF, o esquema envolvia corrupção de servidores públicos e agentes políticos, fraude em licitações públicas e superfaturamento de obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica de rodovias estaduais. No esquema, servidores recebiam propina para beneficiar empresários que recebiam os recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo estadual, mas não executavam os serviços pagos. O valor do financiamento para as obras passa de R$ 1,2 bilhão, os recursos são do Banco Nacional do Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES).

Em nota, o deputado Carlos Gaguim afirmou que, durante seu mandato como governador (2009-2010), a empresa citada nas investigações não venceu nenhuma licitação e não firmou contratos com o governo do estado. As obras foram licitadas antes de seu mandato e estavam em andamento desde o governo anterior, diz a nota.

O deputado alega ainda que as doações feitas pela empresa nas eleições de 2010 foram direcionadas ao PMDB e que não tinha acesso às contas do partido. Gaguim refuta as acusações e nega ter recebido valores do delator por meio de assessores. O deputado destaca ainda que se dirigiu hoje de, manhã voluntariamente, à Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Por meio de sua assessoria, a deputada Dulce Miranda informou que está colaborando com as investigações e ainda precisa se inteirar do processo para se manifestar.