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Correio Braziliense

Juiz do DF decide soltar Lúcio Funaro, que será monitorado por câmeras

O doleiro Lúcio Funaro ficará em prisão domiciliar e será monitorado por sistema de câmeras, 24h por dia, ao invés de usar tornozeleira


postado em 19/12/2017 13:04

Durante o cumprimento da pena de Funaro, as imagens serão transmitidas ao vivo e também serão gravadas por 60 dias(foto: Dida Sampaio/AE)
Durante o cumprimento da pena de Funaro, as imagens serão transmitidas ao vivo e também serão gravadas por 60 dias (foto: Dida Sampaio/AE)

Delator da Operação Lava-Jato, o doleiro Lúcio Funaro conseguiu autorização do juiz Vallisney de Souza, da 10° Vara Federal de Brasília, para deixar o Complexo Penitenciário da Papuda e cumprir prisão domiciliar. Ao contrário de outros presos da Operação Lava-Jato, Funaro não vai usar tornozeleira eletrônica. Ele ofereceu ao juiz Vallisney um sistema de câmeras que vão monitorá-lo. O Ministério Público Federal (MPF) e a 10ª Vara de Justiça terão acesso às imagens durante 24 horas por dia.

Em geral, detentos do regime domiciliar precisam ser monitorados por tornozeleiras, mas em Brasília e em São Paulo não há equipamentos. O juiz Vallisney de Souza  chegou a propor que o doleiro cumprisse o novo regime no DF, para que houvesse a fiscalização do regime prisional. A defesa de Funaro sugeriu então a instalação das câmeras na fazenda onde ele deve morar, e o juiz concordou.

Durante o cumprimento da pena, as imagens serão transmitidas ao vivo e também serão gravadas por 60 dias, de acordo com Funaro. "Minha casa já tem câmeras. Eu só vou trocar algumas para ter visão noturna. Dessa forma, além de manter minha família e eu mais seguros, a Justiça poderá acessar a qualquer momento", disse Funaro.


O magistrado destacou que haviam dois mandados de prisão contra o doleiro, mas que foram alterados para permitir a progressão de regime. "Defiro em parte o pedido, com algumas ressalvas. Os mandados de prisão estão convertidos em detenção domiciliar", determinou Vallisney.

Transmissão de imagens pela internet
Todas as entradas e saídas da residência que fica em uma fazenda no Interior de São Paulo serão vigiadas, como um "Big Brother". Integrantes da Justiça Federal, Polícia Federal e do Ministério Público terão logins de acesso ao sistema de vídeo com transmissão pela internet.

Além das câmeras, um cômodo da casa terá uma câmera fixa, com alta qualidade de imagem e sistema de som. Desta forma, assim que solicitado ao magistrado, Funaro comparece ao local, como se fosse uma espécie de "confessionário". Os primeiros equipamentos devem ser instalados nas próximas 24 horas. Dentro de 10 dias o sistema de monitoramento estará completo.

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