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Correio Braziliense

Rosso não crê na aprovação da reforma e critica 'campanha contra servidor'

Em entrevista ao programa CB.Poder, o deputado federal pelo Distrito Federal disse ser contra a Reforma da Previdência e criticou o discurso de que os servidores públicos seriam privilegiados: 'Piada de mau gosto'


postado em 17/01/2018 16:37 / atualizado em 17/01/2018 17:06

(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)


Em entrevista ao programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília —, nesta quarta-feira (17/1), o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) avaliou que a reforma da Previdência não deve ser aprovada pelo Congresso em 2018. Mais do que isso, o parlamentar disse não concordar com o texto do projeto e criticou a campanha que, segundo ele, o governo federal estaria fazendo contra os servidores públicos.
 
 
Rosso afirmou discordar de dois pontos da proposta: o que diz respeito às regras de transição para quem entrou no serviço público antes de 2003 e o que trata das pensões por morte pagas às viúvas. "Uma coisa é concordar com o tema. A Previdência precisa ser alterada. Outra é concordar com o texto", pontuou.

Em relação às críticas feitas aos servidores públicos — tratados como "privilegiados" por quem defende a reforma —, o deputado afirmou que, "além de uma piada de mau gosto, são uma injustiça enorme". "Os servidores públicos que eu conheço não têm aposentadoria de R$ 35 mil. Não existe esse tipo de privilégio", defendeu.

Ainda no programa, Rosso falou sobre a suspensão da antecipação do 13º dos servidores da Câmara — revelada pelo Blog da Denise — e analisou cenários para as eleições de outubro. Na disputa para Presidência, o deputado disse acreditar que nem Henrique Meirelles, seu correligionário no PSD, tem a convicção de que será candidato.
 
Na visão de Rosso, caso o partido não lance um candidato próprio, o nome de Geraldo Alckmin (PSDB) pode ser uma boa opção. O deputado também crê que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSC) é "irreversível", enquanto a de Lula (PT) seria "uma questão da Justiça".
 

Sem possibilidade de apoiar Rollemberg 

 
Quando o assunto foi a corrida pelo Buriti, o deputado afirmou não ver possibilidade de uma aliança com o atual governador Rodrigo Rollemberg. O partido de Rosso apoiou a chapa de Rollemberg (PSB) em 2014, chegando, inclusive, a indicar o nome do vice, Renato Santana. Porém, a sigla decidiu desembarcar do governo em novembro do ano passado.
 
Quanto à possibilidade de reeleição do socialista, o parlamentar, que já governou o DF, disse "não ser impossível, mas improvável". Por fim, Rosso confirmou que, em outubro, deve voltar a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados: "Um mandato é pouco. Para conseguir aprovar seus projetos, quatro anos é um período curto".
 

Confira a entrevista na íntegra:

 

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