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Correio Braziliense

Temer cobra aprovação da reforma da Previdência na retomada do Congresso

O peemedebista destacou que a inflação desacelerou de 10% para menos de 3% e que a taxa básica de juros recuou de 14,25% para 7%


postado em 05/02/2018 18:14 / atualizado em 06/02/2018 11:27

Para Temer, a sociedade brasileira mostra-se cada vez mais consciente de que a reforma é
Para Temer, a sociedade brasileira mostra-se cada vez mais consciente de que a reforma é "questão-chave" para o futuro do Brasil (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)


Na retomada das atividades legislativas no Congresso Nacional, o discurso do presidente Michel Temer foi sucinto e previsível. Exaltou as conquistas na atividade econômica em 2017, e cobrou a aprovação da reforma da Previdência aos parlamentares. Sem ir ao Congresso Nacional, por cumprir reuniões no Palácio do Planalto com parlamentares e governadores, teve manifestação lida pelo primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Fernando Giacobo (PR-PR).

O peemedebista destacou que a inflação desacelerou de 10% para menos de 3% e que a taxa básica de juros recuou de 14,25% para 7%. Ressaltou, ainda, que o desemprego começou a ceder, bem como a redução do risco-Brasil. “Nossa economia voltou a crescer. A produção industrial, que retrocedia, agora apresenta crescimento. A safra de grãos bate recordes. O comércio exterior em 2017 registrou superávit de 67 bilhões de dólares”, destacou Temer. 


Sobre a Previdência, Temer colocou os parlamentares na parede enfatizando que “chegou a hora de tomar uma decisão”. Ele destacou que o texto apresentado no Congresso foi amplamente discutido ao longo de 2017 e que o governo tem se pautado pelo diálogo. “Fizemos ajustes para atender a preocupações legítimas, para criar regras de transição mais suaves”, frisou. 

O chefe do Executivo federal não fugiu de cobrar a aprovação da reforma, destacando que as atenções do governo estão voltadas para a “tarefa urgente de consertar” a Previdência. “O atual sistema é socialmente injusto e financeiramente insustentável. É socialmente injusto porque transfere recursos de quem menos tem para quem menos precisa, concentrando renda. É financeiramente insustentável porque as contas simplesmente não fecham, pondo em risco as aposentadorias de hoje e de amanhã”, ponderou. 

Para Temer, a sociedade brasileira mostra-se cada vez mais consciente de que a reforma é “questão-chave” para o futuro do Brasil. “A reforma combate desigualdades, protege os mais pobres. Responde à nova realidade demográfica de nosso país e dá sustentabilidade ao sistema previdenciário”, enfatizou. 

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