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Correio Braziliense

Alckmin elogia Luciano Huck, mas confia em apoio de FHC

Alckimin garantiu ter o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar dos constantes elogios deste ao apresentador Luciano Huck


postado em 07/02/2018 14:19

(foto: Evaristo Sa/AFP)
(foto: Evaristo Sa/AFP)


O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, confirmou para o dia 4 de março a realização das prévias do PSDB para expor os candidatos à Presidência da República. Ele e o prefeito de Manaus, Arthur Virgilio, que também tem interesse na vaga, se reuniram nesta quarta-feira (7/2), em Brasília para definir as regras da disputa. No entanto, o prefeito amazonense pediu um prazo para analisar as propostas, já que defende pelo menos cinco debates e não apenas um como foi proposto. 

Alckimin garantiu ter o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar dos constantes elogios deste ao apresentador Luciano Huck. “Foi o próprio FHC quem me aconselhou a ser presidente do PSDB justamente pra ser candidato à Presidência da Republica”, declarou Alckimin. O governador tucano reforçou que também que tem admiração pelo apresentador de TV da Globo, afirmando que ele é uma pessoa “nova, comprometida com o país e com preocupação social”, e lembrou ainda que no ano 2000, quando foi candidato a prefeito, o próprio Huck o acompanhou em algumas caminhadas.

O governador de São Paulo disse ainda que se eleito fará uma intensa parceria com a iniciativa privada. “Não podemos ter um estado empresário, o estado tem que ser planejador, regulador e fiscalizador”, acrescentou. Alckimin e um grupo de economistas ligados a ele, que deve ser anunciados nos próximos dias, fez um levantamento para ver a situação das 140 empresas estatais do Governo Federal, incluindo a Petrobras. Ele não descartou que esta venha a ser privatizada, mas disse que com tantas empresas públicas, ela não seria a primeira a ser analisada. 

O prefeito de São Paulo João Doria, que também esteve presente na reunião, defendeu que se forem necessárias as previas de São Paulo devem acontecer no mesmo dia da prévia nacional, por uma questão de economia de recursos. Doria evitou se colocar como pré-candidato ao partido do governo estadual e acrescentou que quando ele próprio foi eleito prefeito muitos achavam que o processo de eleição interna destruiria o partido, o que acabou não acontecendo. 

Doria mais uma vez criticou Lula e o PT, mas afirmou que o seu discurso não é contra os petista, e sim a favor do Brasil. “É o PT e Lula que não defendem o Brasil, se defendessem teriam sido reeleitos em São Paulo e não teriam passado por processo de impeachment no Governo Federal”. Questionado sobre o futuro do ex-presidente, o prefeito diz não acreditar que depois de todo o rito processual com a condenação em segunda instancia, Lula não venha a ser obrigado a cumprir a pena imposta pelo TRF4. “Não estou falando como militante do PSDFB, estou falando como cidadão e brasileiro. Eu quero Lula preso”. 

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