Gilmar Mendes manda soltar o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes

O ex-secretario de Saúde foi preso em desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio, em abril do ano passado

Sérgio Côrtes foi beneficiado por uma extensão do habeas corpus dado em dezembro ao empresário do setor de saúde Miguel Iskin - Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

 

Preso em abril de 2017, em um desdobramento da Operação Lava-Jato, o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, teve um pedido de liberdade autorizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sérgio Côrtes foi beneficiado por uma extensão do habeas corpus dado em dezembro ao empresário do setor de saúde Miguel Iskin, investigado na mesma operação.

 

Na decisão, o ministro considerou que os fundamentos dados para a prisão preventiva dele "se revelam inidôneos". Foram determinadas ainda medidas restritivas, como a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição e deixar o país e entrega do passaporte em até 48 horas e recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana.

 

O ex-secretario do governo de Sérgio Cabral foi preso durante a Operação Fatura Exposta, da Polícia Federal (PF), um desdobramento da Lava-Jato no Rio de Janeiro. A operação investigou fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

 

Além de Côrtes, também foram presos os empresários empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. Gilmar Mendes determinou a soltura dos dois em 19 de dezembro, atendendo a um pedido de habeas corpus feito pela defesa. Os dois tiveram a prisão preventiva convertida por medidas cautelares, como cumprir recolhimento domiciliar noturno, proibição de manter contato com investigados e proibição de deixar o país.

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