Desembargadora do STJ vota para mandar Adriana Ancelmo de volta à prisão

Pedido de vista de um dos magistrados adiou a sessão e mantém, por enquanto, Adriana em liberdade

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou nesta quinta-feira (8/2) para que Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, volte para a cadeia - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil
 
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou nesta quinta-feira (8/2) para que Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, volte para a cadeia. Ela foi solta pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o caso voltou para análise do STJ.
Após o voto de Maria, um dos magistrados pediu vista, ou seja mais tempo para analisar o caso. Ela tem direito a ficar em liberdade até a decisão final da corte.

A sessão desta quinta se reuniu para analisar o mérito da prisão preventiva de Adriana, que foi determinada em 2016 pelo juiz Marcelo Bretas. O magistrado é o responsável pelos casos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. A defesa da acusada alegou que ela tem dois filhos de 11 e 14 anos, que "não podem emocionalmente desamparados". O pedido para mantê-la em liberdade foi fundamentado no fato de que Cabral está preso e "é necessário um dos país para cuidar dos filhos".

Ao votar, a desembargadora Maria Thereza destacou que antes de ser presa, "Adriana Ancelmo chegou a viajar para o exterior 47 vezes, sem a presença dos filhos". A relatora também destacou que uma babá recebe o salário de R$ 20 mil para cuidar dos meninos. 
 
Adriana Ancelmo estava presa na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Seu marido, o ex-governador Sérgio Cabral também está preso no mesmo local.
A ex-primeira dama foi condenada a mais de 18 anos de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Calicute, da Polícia Federal, um desdobramento da Operação Lava Jato.  
 

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