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Correio Braziliense

Polícia Federal prorroga inquérito que investiga Michel Temer

A empresa, que atua no Porto de Santos, é suspeita de ter sido favorecida pelo decreto em troca de vantagens indevidas ao presidente


postado em 13/02/2018 07:15 / atualizado em 13/02/2018 07:48

O inquérito investiga a suspeita de que Temer tenha beneficiado a empresa Rodrimar com a edição de um decreto que prorrogou contratos de concessão(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O inquérito investiga a suspeita de que Temer tenha beneficiado a empresa Rodrimar com a edição de um decreto que prorrogou contratos de concessão (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


O inquérito que investiga se o presidente Michel Temer beneficiou a empresa Rodrimar com o Decreto dos Portos deve ser prorrogado. Segundo o delegado Cleyber Malta Lopes, à frente das investigações, ainda há diligências pendentes e será necessário mais tempo. Para isso ocorrer, no entanto, o pedido precisa chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e receber autorização do ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito que investiga a Rodrimar. A empresa, que atua no Porto de Santos, é suspeita de ter sido favorecida pelo decreto em troca de vantagens indevidas ao presidente. O delegado Lopes tem de enviar o pedido até 20 de fevereiro, data prevista para conclusão do inquérito.

Barroso também receberá o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, que marcou uma audiência, dia 19, para explicar as informações publicadas pela agência Reuters na sexta-feira passada. Segundo a reportagem, Segóvia indicou o arquivamento do inquérito contra Temer. Na opinião do diretor-geral, as investigações não confirmaram pagamento de propina pela empresa Rodrimar. As declarações, contudo, causaram polêmica.

Segóvia disse que foi mal interpretado e a própria Reuters se retratou, trocando algumas palavras. Apesar das retratações, as afirmações causaram reações negativas entre políticos e, sobretudo, dentro da Polícia Federal. As críticas dão conta de que o diretor-geral da PF não poderia fazer comentários sobre uma investigação em andamento. Na entrevista, Segóvia chegou a afirmar que o delegado do caso pode ser investigado caso haja uma reclamação formal da Presidência.

O inquérito investiga a suspeita de que Temer tenha beneficiado a empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos, com a edição de um decreto que prorrogou contratos de concessão. Telefonemas gravados com autorização do STF mostraram auxiliares do presidente conversando sobre o decreto. Entre eles, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, flagrado com uma mala de R$ 500 mil entregue pela JBS.

Rocha Loures aparece em uma conversa gravada com Gustavo Rocha, subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil, defendendo interesses de empresas que atuam nos portos brasileiros. Eles falam sobre uma mudança no decreto que beneficiaria as concessões anteriores a 1993, caso da Rodrimar. O decreto acabou assinado sem incluir tais concessões.

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